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O ETH falha ao buscar os 5K e o mercado sofre de Momentos de Tensão e Euforia entre os dias 24 e 25 de agosto de 2025. O Ethereum (ETH) alcançou um novo All-Time High (ATH) próximo de US$ 4.900, impulsionado pela expectativa de maior entrada de capital institucional e pelo otimismo em torno da expansão do ecossistema de aplicações descentralizadas. A valorização da ETH chamou a atenção ao ocorrer em paralelo com fluxos expressivos de saída nos ETFs de Bitcoin, sinalizando que parte dos investidores estava redirecionando exposição para o ativo de segunda maior relevância do mercado. Em contrapartida, o Bitcoin (BTC) enfrentou dificuldades para sustentar a região dos US$ 112 mil, sendo pressionado por vendas de grande porte e testando suportes técnicos de elevada importância.
No dia 25 de agosto, um movimento abrupto de oferta aumentou a instabilidade: a venda de aproximadamente 24.000 BTC por grandes carteiras resultou em uma correção rápida de cerca de US$ 4.000 no preço da moeda. Esse episódio evidenciou a fragilidade do curto prazo, levando a liquidações bilionárias em posições alavancadas. Apesar do impacto imediato no sentimento de risco, a Ethereum manteve relativa resiliência em patamares acima de US$ 4.700, reforçando a narrativa de que parte do capital de mercado estava migrando temporariamente para o ativo. Paralelamente, o ambiente regulatório também se intensificou: a SEC anunciou mudanças no comando de enforcement, enquanto CFTC e Tesouro americano sinalizaram novas diretrizes de supervisão, confirmando que a indústria cripto permanece sob forte escrutínio regulatório.
Já no mercado financeiro tradicional, o destaque foi para o S&P 500, que no pregão de 25 de agosto registrou a maior máxima intraday de sua história, alcançando 6.481,34 pontos, embora tenha fechado o dia em 6.465,95 pontos, ainda abaixo do recorde de fechamento anterior (6.468,54 em 14 de agosto). Esse comportamento mostra que o índice segue em tendência fortemente altista, flertando com novos marcos históricos e refletindo tanto o apetite por risco quanto a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve em setembro. O desempenho robusto de setores como tecnologia, financeiro e industrial reforçou esse movimento, sustentando a percepção de que, mesmo em meio a incertezas políticas e regulatórias, a liquidez global continua a buscar ativos de maior relevância.
Ethereum Corrigindo
O gráfico semanal do Ethereum (ETH) mostra que, apesar da nova máxima histórica próxima a US$ 4.800, o ativo não conseguiu superar de forma imediata o patamar psicológico dos US$ 5.000 nem consolidar a região da extensão 1.414 da Fibonacci (US$ 4.956), traçada a partir do último fundo em US$ 1.385 até a vela que rompeu os US$ 4.000. Esse nível técnico ganhou ainda mais relevância porque a retração anterior encontrou suporte exatamente na linha de 0.768 em US$ 3.360, configurando um fundo ascendente consistente e validando a projeção da Fibonacci como guia central deste ciclo.
Na semana atual, a vela retesta o nível da 1.141 da Fibonacci (US$ 4.322), fechando o gap deixado nesse patamar e reforçando a importância da região como suporte imediato. Esse movimento, em termos técnicos, aumenta a confiabilidade da projeção, pois o ativo não apenas tocou, mas também respeitou múltiplas zonas críticas da Fibo em sequência. Buscar dois pontos de referência dentro da mesma estrutura de Fibonacci dá maior solidez ao cenário de que o próximo alvo natural seja, sim, a região psicológica dos US$ 5.000. Caso a força compradora prevaleça, o alvo de US$ 5.550 (extensão 1.618) se torna plausível, especialmente se o fluxo de capital ligado ao hype das ETFs de Ethereum continuar sustentando a demanda. Em termos de narrativa de mercado, a atual euforia com fundos listados pode ser o combustível necessário para levar o ETH a testar esse nível ainda em 2025.
Do ponto de vista das Bandas de Bollinger, a situação é de forte estresse: a linha de 2 desvios-padrão (Dev2) já se projeta em torno de US$ 5.200, enquanto a linha de 3 desvios (Dev3) aponta para a região de US$ 5.750. Esse alongamento reforça a possibilidade de expansão para o alvo de US$ 5.550, mas também alerta para uma provável fase de consolidação de curto prazo. O BBWP, embora alto, sinaliza que a pressão pode arrefecer, permitindo que o preço consolide por algum tempo na faixa dos US$ 4.700 antes de retomar a tendência. Esse comportamento seria saudável, pois reduziria o risco de exaustão do movimento parabólico.
Por fim, a análise das médias móveis reforça esse quadro: o preço segue muito acima da EMA8, o que demonstra força, mas também um afastamento que costuma exigir correções intermediárias. A SMA21, que corresponde à média central das Bandas de Bollinger, está bem abaixo, mostrando que ainda há bastante espaço para acomodação. Essa distância excessiva sugere que, se o preço consolidar lateralmente, dará tempo para as médias se reaproximarem, criando uma nova base de sustentação.
👉 Ou seja, o cenário técnico combina:
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Suporte confirmado em múltiplos níveis de Fibonacci.
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Possibilidade concreta de buscar 5.000–5.550 com narrativa de ETFs sustentando a demanda.
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Bandas esticadas indicam espaço para consolidação antes de um novo rali.
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Distância da EMA8 e da SMA21 sugere que respiros de curto prazo são prováveis, mas não alteram a estrutura altista de médio prazo.
Indicadores técnicos do Ethereum (semanal)
O F!72 MarketMonitor mostra um quadro ainda bullish, mas começando a dar sinais de possível exaustão no curtíssimo prazo. O CMF (barras do monitor) segue positivo, indicando entrada de capital e fluxo comprador consistente, mas com uma leve perda de inclinação em relação às últimas semanas. Isso sugere que, embora o dinheiro ainda esteja entrando, o ritmo está diminuindo — típico de fases em que o preço já se aproxima de resistências relevantes. O ADX (linha vermelha) marca 30,8, nível que confirma tendência forte, mas não explosiva, o que encaixa bem com o momento atual: estrutura altista mantida, mas sem aceleração parabólica.
As WaveTrends sustentam a leitura: ambas as linhas ainda apontam para cima, o que reforça momentum positivo. Contudo, a distância em relação ao eixo zero já é considerável, o que aumenta a chance de termos uma correção técnica antes da continuidade. O sinal aqui é claro: tendência segue válida, mas sem descartar pullbacks de alívio.
O Dynamic Stoch KDJ está totalmente esticado: K (96,4), D (95,5) e J (98,4) — todos dentro da zona de sobrecompra. Esse patamar extremo reforça o risco de consolidação ou até correção de curto prazo, já que o ativo dificilmente se mantém acima de 90 por muito tempo. Entretanto, enquanto não houver cruzamento de baixa, o viés segue comprador. Ou seja, é um sinal de alerta, mas não de reversão confirmada.
O MACD clássico confirma essa visão: segue acima da linha de sinal, com barras de histograma ainda positivas, mas já começando a mostrar perda de força em relação às últimas semanas. Isso geralmente antecipa uma transição de fase: saída de impulso acelerado para uma possível lateralização.
Por fim, o RSI semanal em 71 está acima da média móvel, o que confirma força, mas também sinaliza sobrecompra. Aqui, o contraponto é importante: em ciclos de forte tendência, o RSI pode se manter sobrecomprado por semanas. O ponto-chave será observar se ele rompe acima de 75 ou se recua abaixo da média — movimentos que dariam direção mais clara.
Leitura integrada
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CMF positivo confirma entrada de capital, mas em ritmo desacelerado.
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WaveTrend e ADX ainda sustentam a tendência, mas sem explosão.
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Stoch KDJ e RSI gritam sobrecompra, sugerindo necessidade de respiro.
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MACD segue positivo, mas perdendo momentum, reforçando o cenário de consolidação.
👉 O quadro geral é de tendência altista ainda intacta, mas com clara necessidade de aliviar os osciladores. Consolidar entre 4.600–4.800 por algumas semanas faria sentido técnico, preparando fôlego para buscar o alvo de 5.000–5.550 com mais consistência.
Bitcoin diário: perda de suportes e reteste falho
O gráfico diário do Bitcoin (BTC) confirma um ponto técnico crítico: o ativo rompeu para baixo a LTA das mínimas que vinha desde o fundo em 74.4K, e o reteste subsequente não conseguiu reconquistar a linha — configurando rejeição clara. Esse movimento, além de romper a estrutura de alta, também quebrou suportes de relevância: o POC do perfil de volume em 118K, o suporte histórico de 112K, e principalmente a linha de 0.768 da Fibonacci (112.8K), que havia funcionado como última âncora de tendência no range superior.
A tentativa atual de retestar a zona de 0.768 mostra falta de força compradora, já que as velas diárias vêm fechando com pavios superiores longos e corpos relativamente pequenos, padrão típico de pressão vendedora em resistências recém-convertidas. Esse comportamento reforça a ideia de que o BTC pode buscar o golden pocket (0.618–0.65), que coincide entre 107K e 105.5K, zona que passa a ser o suporte técnico mais relevante do curto prazo. Uma perda consistente desse nível abre espaço para quedas até 99.4K (fib 0.5) e, em extensão, até a região dos 93.5K (fib 0.382).
As médias móveis ajudam a contextualizar a fraqueza: a EMA8 já cruzou para baixo da SMA21, confirmando tendência de curto prazo em baixa; a EMA50 está apontada para baixo, e a EMA100, embora ainda atuando como suporte, já foi violada três vezes seguidas essa semana — perdendo cada vez mais sua relevância técnica como barreira de defesa. Esse alinhamento reforça que, por enquanto, o viés predominante é vendedor, até que haja recuperação consistente acima de 112K.
Do ponto de vista dos candles e padrões, o rompimento da LTA seguido de reteste falho pode ser lido como uma espécie de quebra estrutural (breakdown), semelhante a um “bearish throwback”: preço perde o canal, volta para testá-lo, falha e segue tendência. As últimas três velas diárias reforçam esse padrão, com rejeições consecutivas na zona de 112K, tornando o suporte anterior em resistência consolidada.
📌 Resumo técnico do BTC diário
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Perda da LTA das mínimas → mudança estrutural de tendência.
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Reteste falho da Fibo 0.768 (112.8K) → confirma fraqueza compradora.
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Próximo suporte crítico: golden pocket em 107–105.5K.
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Médias móveis (EMA8, SMA21, EMA50) todas em viés baixista, EMA100 perdendo força como suporte.
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Padrão de velas reforça rejeição → pressão de venda clara abaixo de 112K.
👉 Em termos práticos: enquanto o BTC não recuperar os 112K com fechamento diário sólido, o cenário mais provável é de continuidade de correção até o golden pocket. Esse movimento se encaixa no contexto macro atual de ETH drenando liquidez com hype de ETFs, enquanto o BTC perde momentaneamente protagonismo e se torna mais vulnerável a pressão vendedora.
Indicadores técnicos
O F!72 Market Monitor mostra claramente a fragilidade: o CMF está em 4,93, positivo mas muito baixo, refletindo fluxo comprador tímido, insuficiente para reverter a pressão vendedora. O ADX em 17,9 indica uma tendência fraca, sinalizando que o mercado perdeu direção firme após o rompimento da LTA. O histograma do monitor confirma a predominância de barras negativas nos últimos dias, reforçando a leitura de distribuição.
O RSI em 43 está abaixo da média móvel, sinal típico de fraqueza. A leitura é de mercado em sobreposição vendedora, mas ainda não em sobrevendido extremo — ou seja, há espaço para mais correção antes de uma recuperação técnica. O MACD, já negativo em -1015, se mantém abaixo da linha de sinal, e o histograma segue em vermelho crescente: sinal clássico de tendência de baixa em consolidação.
O Dynamic Stoch KDJ dá uma das leituras mais importantes: está com as três linhas (K = 9,9 | D = 17,2 | J = 4,7) mergulhadas na zona de sobrevenda. Isso sugere que o BTC já entrou em condição de exaustão no curtíssimo prazo. Porém, como vimos em agosto, a simples entrada em sobrevenda não garante recuperação imediata; o preço pode arrastar lateralmente nesse patamar antes de reagir. Interessante notar que o último sinal “Bullish” do KDJ ainda não se consolidou no price action — mostrando falta de confirmação.
O conjunto dos indicadores dá um panorama bem claro:
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Fluxo de capital (CMF) positivo, mas fraco.
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Tendência (ADX e Market Monitor) enfraquecida, apontando para consolidação baixista.
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RSI perto da neutralidade, sem força de retomada.
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MACD cruzado negativamente, ampliando histograma vermelho.
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KDJ em sobrevenda, único sinal de possível respiro, mas sem confirmação.
Conclusão
O mercado cripto vive uma semana de fortes contrastes: enquanto o Ethereum alcançou uma nova máxima histórica próxima de US$ 4.800 e manteve relativa força ao consolidar acima de suportes validados pela Fibonacci, o Bitcoin segue pressionado, perdendo patamares estruturais como os 112K e o POC em 118K. O ETH, apoiado pelo hype das ETFs, conseguiu validar duas zonas críticas de Fibonacci e mantém aberta a possibilidade de buscar os 5K e até a projeção em US$ 5.550 (1.618). Já o BTC, ao contrário, acumula sinais de fraqueza técnica e parece caminhar para o golden pocket (107–105.5K), que deve ser testado como suporte decisivo.
Nos indicadores, a leitura reforça essa assimetria: o ETH ainda opera com momentum e liquidez fortes, mesmo em sobrecompra, enquanto o BTC apresenta tendência enfraquecida, MACD negativo e RSI sem tração. A única nota de alívio para o BTC vem do KDJ em sobrevenda, que pode sugerir um respiro de curtíssimo prazo, mas sem sinais consistentes de reversão.
Essa divergência técnica se reflete diretamente no sentimento de mercado e na relação BTC/ETH: vemos uma clara migração de capital do Bitcoin para o Ethereum, movimento que já começa a se refletir no market cap relativo e na narrativa institucional. A dominância histórica do BTC como ativo de segurança no setor está sendo temporariamente desafiada pelo apetite do mercado por exposição à ETH, favorecida pela narrativa de ETFs e pela força estrutural dos suportes.
👉 Em resumo: o mercado está vivendo uma virada de mão momentânea na dominância, onde o ETH se torna o polo de atração, enquanto o BTC corre o risco de consolidar mais baixo antes de tentar recuperar protagonismo.
Por hoje fico por aqui Família !
Tenham todos uma ótima semana e bons trades !!