Central Magazine

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 às 10:13
Saiba porque o SMC ficou obsoleto!

O Bitcoin segue sua tendência corretiva hoje, após dados do Fed. O pregão desta quinta-feira, 25 de setembro de 2025, ficou marcado pela divulgação de uma bateria de indicadores econômicos nos Estados Unidos que balançaram os mercados globais. O destaque recaiu sobre o núcleo do PCE (índice de preços favorito do Federal Reserve), que veio em apenas 0,1%, sinalizando desinflação clara e reforçando a tese de que o ciclo de aperto monetário está efetivamente no fim. Esse dado, que por si só já teria força para mexer em renda fixa, câmbio e commodities, foi acompanhado de uma melhora na balança comercial de bens e de números robustos em encomendas de bens duráveis. O conjunto da obra transmite uma mensagem ambígua: inflação controlada, mas economia ainda resiliente, uma combinação que fortalece o dólar no curto prazo, reduz o apelo do ouro como hedge e pressiona ativos de risco como o Bitcoin.

Nos mercados financeiros, a reação inicial foi de fortalecimento do dólar index (DXY) e recuo nos rendimentos dos Treasuries de médio prazo, um reflexo direto da leitura dovish dos números de inflação. A curva de juros continua a precificar cortes futuros, mas a sustentação da atividade e do emprego ainda mantém parte dos investidores cautelosos. O ouro, que vinha de um recorde histórico (ATH) na véspera, encontrou espaço para realização, recuando diante da percepção de que a busca por proteção pode arrefecer se a inflação seguir domada. ETFs de ouro também registraram saídas líquidas, enquanto os ETFs de índices acionários oscilaram de forma lateral, divididos entre a perspectiva de liquidez mais frouxa e o risco de desaceleração do consumo à frente.

No mercado cripto, os reflexos foram imediatos. O Bitcoin, que já vinha em processo de correção após rejeição nos 119K, acelerou a queda e perfurou suportes relevantes. O comportamento da maior criptomoeda do mundo mostra que, em momentos de maior incerteza macroeconômica, o BTC ainda se comporta de forma híbrida: em parte como ativo de risco, sofrendo junto com ações, e em parte como hedge especulativo, mas sem conseguir competir com a liquidez e segurança dos Treasuries quando o dólar ganha força. A conjunção dos dados do Fed e a rejeição técnica no gráfico reforçam esse movimento.

Price Action do Gráfico DiárioPrice Action do Gráfico Diário

Olhando para o gráfico diário, o canal de Fibonacci descendente continua sendo a moldura técnica dominante. Tivemos um impulso único de alta recente, mas o preço foi rapidamente rejeitado na EMA8 diária, justamente sobre a linha 0.786 do canal de Fibonacci, ponto que funcionou como resistência perfeita. A partir dessa rejeição, a força vendedora empurrou o BTC diretamente para a faixa da linha 0.5 do canal, onde se encontra também a EMA144, média que já havia servido como suporte no último movimento de bouncing.

As três velas anteriores mostraram claramente que os compradores tentaram segurar o preço na linha 0.618, mas a falha de hoje em manter esse patamar evidencia que a tendência de baixa está mais acentuada. A incapacidade de sustentar a 0.618 levou a um movimento mais forte, em direção a níveis inferiores dentro do canal, mostrando que o mercado não apenas perdeu o suporte imediato, mas também abriu espaço para continuidade do ciclo corretivo.

A grande questão agora é a EMA144. Abaixo dela, o caminho fica aberto até os 105K, região que coincide com o POC do VPVR, mapeado desde a vela histórica que rompeu os 100K. Esse é o suporte magnético do momento: se o preço perder esse colchão, a narrativa corretiva se aprofunda e a chance de ver o BTC revisitando a faixa dos 96–97K cresce exponencialmente.

Bollinger Bands e volatilidade

Outro ponto relevante está nas Bandas de Bollinger, que mostram uma abertura acentuada para baixo. A Banda Dev3 já se aproxima da região dos 107K, sugerindo que em um cenário de aumento brusco de volatilidade, esse nível pode atuar como suporte transitório. Esse tipo de configuração costuma indicar que o mercado está prestes a entrar em uma fase mais agressiva de deslocamento, seja por capitulação temporária ou por tentativa de busca de liquidez em zonas mais profundas de preço.

Osciladores e Indicadores de Volume

Osciladores e Indicadores de Volume

Na segunda imagem, temos um conjunto poderoso de ferramentas que reforçam a leitura. O CVD Chart (Cumulative Volume Delta), linha verde e roxa logo abaixo dos candles, mostra de maneira inequívoca a predominância da pressão vendedora. Esse indicador mede a diferença acumulada entre agressões de compra e de venda no book de ordens, e quando está inclinado para baixo como agora, deixa claro que os vendedores estão tomando a iniciativa e absorvendo qualquer tentativa de compra.

Corroborando essa visão, o CMF (Chaikin Money Flow) virou para o lado negativo. Esse indicador mede a entrada e saída de capital no ativo a partir do fluxo de volume ponderado pelo preço. Quando o CMF fica negativo, significa que há maior concentração de negociações em patamares mais próximos às mínimas da sessão, ou seja, dinheiro está efetivamente saindo do ativo. A combinação CVD em queda + CMF negativo é um duplo sinal de distribuição.

A WaveTrend, primeiro indicador oscilador abaixo do gráfico, reforça esse cenário ao apontar cruzamento bearish, muito semelhante ao comportamento do MACD que aparece mais abaixo. O MACD, além de cruzado para baixo, já começa a se aprofundar na região negativa, mostrando que o momentum vendedor ganhou tração e não se trata apenas de uma correção superficial.

Por fim, o Estocástico KDJ chama atenção: apesar do caos técnico, ele apresenta cruzamento bullish momentâneo, sinalizando uma tentativa de reação. Entretanto, dado o contexto de pressão nos demais indicadores, esse sinal pode se anular rapidamente na próxima vela. O estocástico costuma ser mais sensível a oscilações de curto prazo, mas quando o conjunto da obra aponta para o lado negativo, sua confiabilidade cai.

Suportes e Resistências Mapeados

  • Resistência principal: 117.9K (VPVR e rejeição na 0.786 de Fib)

  • Resistência secundária: EMA8 diária (~113K)

  • Suporte imediato: EMA144 na linha 0.5 do canal (~109K)

  • Suporte intermediário: Banda de Bollinger Dev3 (~107K)

  • Suporte maior: POC do VPVR em 105K

  • Suporte extremo: VPVR em 96.7K

Conclusão

O título “Bitcoin hoje após dados do Fed: análise completa do impacto no mercado” sintetiza a análise técnica e a análise fundamental, convergindo em um ponto central: o Bitcoin está em plena fase de correção estruturada, guiada tanto pelos fundamentos macroeconômicos quanto pela leitura gráfica. Os números do Fed de hoje reforçaram o fortalecimento do dólar e reduziram o apetite por ativos de risco, ao mesmo tempo em que retiraram parte do brilho defensivo do ouro. No gráfico, a falha em manter o suporte da 0.618 e a queda direta para a 0.5 do canal de Fibonacci, junto da pressão vendedora evidente nos indicadores de volume, demonstram que os ursos têm o controle do jogo.

O BTC encontra-se pressionado entre a EMA144 e o abismo do POC em 105K, enquanto o ouro recua após marcar máximas históricas e os mercados tradicionais digerem a perspectiva de inflação controlada com economia resiliente.

Em última análise, o Bitcoin hoje após dados do Fed: análise completa do impacto no mercado nos mostra que ainda há espaço para quedas adicionais antes de qualquer reação consistente. O suporte em 105K será o divisor de águas: se perdido, o alvo natural passa a ser os 96.7K. Caso segure, poderemos assistir a um repique, mas a tendência maior segue sendo de distribuição. É a combinação clássica entre fundamentos macro e price action técnico, revelando que o Bitcoin hoje após dados do Fed: análise completa do impacto no mercado é mais uma peça da engrenagem que conecta o universo cripto às forças da economia global.

 

A análise conjunta de fundamentos e price action deixa pouco espaço para dúvida: o Bitcoin está em fase de correção estruturada. Os números do Fed reforçaram a tese de desinflação, fortaleceram o dólar e reduziram o ímpeto comprador em ativos de risco e hedge. O ouro recuou após o recorde, os índices acionários oscilaram de forma lateral e o BTC perdeu suportes importantes, navegando agora em direção a níveis críticos do canal de Fibonacci.

Para o curto prazo, o viés é claramente baixista: se a EMA144 for rompida para baixo, o alvo natural é 105K, onde o VPVR concentra liquidez decisiva. Para o médio prazo, o BTC só voltaria a mostrar sinais de recuperação caso recupere 113K e, principalmente, feche acima de 117.9K. Enquanto isso não acontecer, o mercado continuará enxergando repiques como oportunidades de venda. No longo prazo, entretanto, a leitura de inflação controlada abre espaço para uma retomada estrutural mais adiante: cortes de juros significam mais liquidez, e o Bitcoin tende a ser beneficiado nesse ambiente.

Em última análise, a quebra de suportes reforça que a tendência de baixa está mais acentuada, mas também deixa claro onde estão os campos de batalha: 105K como trincheira imediata, 96.7K como linha de defesa extrema e 117.9K como muralha que separa os touros dos ursos. 

 

⚠️ Aviso

 

Esta análise é apenas um estudo técnico e não representa recomendação de investimento.
O mercado de cripto é volátil e envolve riscos.
Faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões.
Invista com responsabilidade.

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