Central Magazine

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 às 18:45
Saiba porque o SMC ficou obsoleto!


O início do colapso

A estrutura macro ficou intacta depois do BlackSwan de sexta?
Essa sexta
ficará marcada como um dos dias mais violentos da história recente do mercado cripto.
Tudo começou quando Donald Trump, em um discurso improvisado no fim da tarde em Washington, anunciou tarifas de 100% sobre exportações tecnológicas da China e novos controles sobre softwares estratégicos. A fala, foi recebida como uma declaração aberta de guerra econômica — e os mercados reagiram de forma imediata.

Enquanto os índices de Wall Street afundavam, o Bitcoin iniciou uma queda vertiginosa que rapidamente se transformou em um colapso global de liquidez.
O início do colapso

O dump

Em menos de uma hora, o BTC despencou de forma brutal, atingindo mínimas próximas de US$ 104,000, segundo dados da Reuters. Na Binance, o ativo chegou a agulhar os 102K.
As exchanges ficaram congestionadas, e o sistema de liquidação automática entrou em modo frenético. De acordo com o Economic Times, foram US$ 19 bilhões em posições liquidadas em apenas 24 horas — um recorde histórico —, afetando mais de 1,6 milhão de traders no mundo todo.

A avalanche começou nos grandes pares (BTC e ETH) e logo se espalhou para altcoins e memecoins, onde a falta de liquidez multiplicou o estrago. Stops não executaram, slippages explodiram, e até quem usava alavancagem baixa foi arrastado. Em minutos, fortunas inteiras desapareceram.


As consequências humanas

O pânico tomou conta das redes sociais. Postagens de desespero e confissões de perda se espalharam por todo o X e Telegram durante esse fim de semana.
Muitos investidores — gente comum, famílias inteiras — relatavam ter perdido tudo em memecoins e posições alavancadas.
Em um dos casos mais tristes, o trader ucraniano Konstantin Galich (Kostya Kudo), influenciador conhecido na comunidade, foi encontrado morto em seu carro, vítima de suicídio, horas após o colapso.

O episódio escancarou o lado mais sombrio do mercado: a combinação entre alavancagem, esperança e desinformação. O mesmo instrumento que prometia independência financeira se transformou, em questão de minutos, num moedor de sonhos.

A ressaca do sábado: o vácuo entre o spot e o mercado regulado

Com o estrago consumado, o fim de semana começou em clima de silêncio e incredulidade. As exchanges ainda contabilizavam as liquidações, enquanto o mercado spot continuava negociando livremente algo impossível no ambiente regulado.
Os futuros da CME haviam fechado o pregão da sexta-feira em torno de US$ 116.900, sem tempo de precificar o dump completo, e os ETFs de Bitcoin terminaram o dia congelados em valores defasados, muito acima da cotação real.
O resultado está deixando um vácuo de quase US$ 3mil entre o preço institucional e o spot — um hiato que promete gerar volatilidade na reabertura do pregão de segunda-feira.

O medo e a desconfiança tomam conta

Enquanto o Bitcoin tenta se estabilizar na região dos US$ 114 mil hoje, o sentimento geral é de ressaca moral. Influenciadores sumiram, perfis apagaram publicações e o tom nas comunidades virou melancólico.
Pela primeira vez desde o bull market de 2024, o mercado pareceu encarar o espelho e enxergar o quanto estava exposto!
Os traders perceberam que as plataformas 24/7, os mecanismos de liquidação automáticos e a ausência de regulação criam uma bomba-relógio que ninguém consegue parar quando o pavio acende.
Do outro lado, investidores institucionais que haviam entrado via ETFs agora observam, pela primeira vez, o risco real de estar em um mercado que nunca fecha, nunca dorme e não perdoa delay de execução.

A prova de fogo do Bitcoin moderno

Este foi o primeiro grande teste da era “institucional” do BTC — um choque que separa o ativo promissor do ativo amadurecido.
O que se verá nas próximas semanas é se os fluxos de capital institucional voltam, provando resiliência, ou se o pânico das últimas 48 horas deixará cicatrizes mais profundas.
A “sexta-feira negra” de outubro não foi apenas uma correção: foi um lembrete brutal de que o Bitcoin já não é mais o mesmo de outros ciclos. A Adoção Institucional e governamental mudaram sua característica e o ativo que foi criado para destruir o sistema financeiro como conhecemos, virou a principal arma do institucional para salvá-los.

Análise Técnica

Análise Técnica

Após esse evento extremo, será que a estrutura macro ficou intacta depois do BlackSwan de sexta?
A partir de hoje, até o próximo direcionamento do mercado, qualquer leitura técnica precisa vir acompanhada de uma dose extra de cautela.
Osciladores, médias e padrões perdem parte da confiabilidade quando o mercado sofre um choque macro dessa magnitude.

Ainda assim, o gráfico semanal nos oferece um panorama cíclico interessante — e, curiosamente, o comportamento do preço está respeitando níveis matemáticos de projeção com precisão quase cirúrgica.

A Fibonacci traçada desde o fundo histórico do ciclo anterior (US$ 3.8K) até o topo do bull market de 2021 (US$ 69K) continua sendo o esqueleto que sustenta o movimento atual. Mesmo depois do dump brutal de sexta, o mercado spot — filtrando o ruído das liquidações forçadas — retestou exatamente a linha 1.618, a famosa projeção áurea. Foi um toque limpo e técnico, indicando que, apesar da histeria, a estrutura de longo prazo segue intacta.

Dentro dessa leitura, o alvo natural do ciclo atual permanece projetado em torno de US$ 134.8K, que corresponde ao nível 2.0 da Fibo. Esse seria o ponto máximo da expansão se o padrão fractal dos ciclos anteriores se mantiver.


Repare que o mercado vem validando essa mesma estrutura em múltiplas camadas: o nível 1.141 (US$ 78.2K) foi o último fundo ascendente confirmado, e o 1.618 (US$ 109.7K) atuou como resistência sólida em nada menos que oito tentativas de rompimento anteriores. Agora, com o preço reagindo exatamente sobre ele, temos um suporte técnico fortíssimo — possivelmente a linha que separa uma correção saudável de uma reversão estrutural.

As Bandas de Bollinger estão em compressão máxima, o que historicamente antecede movimentos explosivos. A EMA8, que vinha guiando o impulso de alta, foi momentaneamente rompida, mas essa ruptura parece mais fruto da distorção provocada pelo evento de sexta do que uma inversão genuína. A EMA55, atualmente na casa dos US$ 97.5K, segue sendo o eixo central dos ciclos de inflexão — região onde o preço costuma buscar suporte antes de retomar a tendência. Se essa média for respeitada, o fundo ascendente do ciclo estaria formado.

Estrutura e risco

A agulhada do dump da última sexta-feira foi simbólica para o ciclo!
O preço tocou exatamente a antiga 1.618, o “ponto áureo” herdado do ciclo anterior como vimos mas ao mesmo tempo em que bateu no nível 1.0 da Fibo atual, ou seja, a ATH mais emblemática desde o rompimento dos 100K.

OU SEJA: o que era alvo na Fibo velha virou suporte estrutural na nova. Enquanto isso, o próximo nível de expansão, 1.272 da Fibo atual, desponta em torno de (PÁSMEN!!!) US$ 134.8K!!! A mesma da projeção do ciclo passado no nível 2!
Em outras palavras, a Fibo antiga dita o teto, a nova define o chão. Um eco de ciclos que se sobrepõem — passado e presente dialogando num mesmo gráfico!

O que isso significa para o ciclo?
Esse entrelaçamento das duas estruturas é mais do que coincidência geométrica: é a assinatura natural de um mercado fractal.
Cada ciclo do Bitcoin carrega parte da energia do anterior, e o gráfico mostra exatamente isso — a velha onda se dissipando e a nova tomando forma sobre seus restos.
Se o suporte atual em 109K (Fibo antiga 1.618 / Fibo nova 1.0) resistir, ele se tornará o pivô que confirma a transição de ciclo, validando o caminho para 122.5K e, posteriormente, para a região 134–135K, onde ambas as estruturas se alinham novamente.

Estrutura e risco

A quebra de estrutura só se confirmaria com um rompimento decisivo abaixo de 109K, invalidando o padrão de topos e fundos ascendentes e sinalizando perda de força institucional. Enquanto isso não ocorrer, o cenário macro segue construtivo.
O que o gráfico mostra é que o BTC está testando os limites da influência da Fibo do ciclo anterior, e o mercado parece determinado a validar — ou refutar — essa estrutura no curto prazo. Mesmo em meio ao pânico, o ativo segue orbitando dentro de parâmetros técnicos que apontam para continuação cíclica e não para colapso.

Em resumo: o black swan pode ter quebrado muita gente, mas não quebrou o ciclo.
Enquanto o suporte de 109K se mantiver e a EMA55 sustentar o movimento, o alvo de 134.8K segue em aberto — como a próxima etapa natural de um mercado que, entre sustos e ressacas, continua respeitando sua própria geometria.

Eventos prováveis para hoje e amanhã
Eventos prováveis para hoje e amanhã

Com o gráfico diário do market cap do Bitcoin podemos esperar alguns movimentos nas próximas horas:

  • Abertura asiática: provável leve pressão vendedora e tentativa de capturar liquidez abaixo de 114K.
  • Futuros da CME: abertura com volatilidade — contratos fechados em 117K devem buscar equalizar o gap de preço, que neste momento é de 3K aprox.
  • Pregão europeu: possível repique técnico moderado, mas com baixo inflow institucional (CVD ainda fraco).
  • Abertura da NYSE / ETFs spot: momento decisivo; se houver fluxo de compra para ajuste de NAV, o preço pode reagir até 115–116K.
  • Zona crítica de suporte: região de 109–110K continua sendo a linha de defesa do ciclo — perda desse nível implicaria quebra estrutural.
  • Alvo altista imediato: fechamento diário acima da EMA50 recoloca o BTC em viés construtivo, mirando 122K como próxima resistência.

 

ADS3

⚠️ Aviso

 

Esta análise é apenas um estudo técnico e não representa recomendação de investimento.
O mercado de cripto é volátil e envolve riscos.
Faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões.
Invista com responsabilidade.

Mini Boletins

CoinTelegraph
CoinDesk

Não perca esta incrível
Promoção !!

TODO O CONTEÚDO
DO SITE ABERTO ATÉ O FIM
DO ANO!!

Conheça nosso conteúdo exclusivo e interaja!

0%