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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 às 19:59
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E agora? Como iniciaremos 2026?
Ainda estamos com a ressaca típica de fim de ano?
Será que 2026 começará com liquidez mais fina e preços mais sensíveis a manchetes?

No mercado tradicional, o pano de fundo foi de transição: o pregão de 29/12 já mostrava um ambiente de ajustes (com realização em alguns ativos e rotação de expectativas), enquanto 02/01 abriu 2026 com volumes ainda moderados e atenção voltada para juros e risco geopolítico, mas em ritmo de meio de feriado.
Nesse tipo de semana, o preço “se move”, mas o convencimento normalmente fica para a volta do fluxo cheio — exatamente por isso, eventos grandes que estouram fora do horário “útil” tendem a ter impacto mais perceptível só na reabertura.

É aí que entra o ponto central do noticiário: no sábado, 03/01/2026, a captura de Nicolás Maduro por forças americanas elevou o nível de risco geopolítico de forma abrupta, mas ocorreu quando a maior parte das bolsas já estava fechada, o que ajuda a explicar por que o “choque de preço” não apareceu com força imediata nos grandes índices. A cobertura internacional e os questionamentos legais foram intensos. Nesta segunda-feira (05/01), a reação pode se concentrar sobretudo no petróleo, mais do que em ações ou cripto, porque energia é o canal mais direto de transmissão de conflito e incerteza. A leitura predominante é: no curtíssimo prazo, o mercado tende a precificar um prêmio de risco (volatilidade), mas o tamanho desse movimento vai depender de um ponto bem concreto — se houver interrupção real na produção/exportação, danos logísticos ou mudança abrupta no regime de sanções; sem isso, alguns especialistas veem espaço para impacto limitado, ainda que com manchetes pesadas.

No eixo Bitcoin e Ethereum, o período refletiu bem essa dinâmica de “liquidez de virada”: no pregão de 29/12, BTC e ETH apareceram em queda leve nas leituras de mercado, e já em 02/01 ambos registraram recuperação, com o ETH mostrando força relativa maior no dia. É um retrato coerente com uma semana em que a direção existe, mas o fluxo ainda está “meio acordando” — com o detalhe de que, no pano de fundo, seguem ativos com narrativas próprias: o Bitcoin sustentado por institucionalização gradual (incluindo compras corporativas reportadas no fim de dezembro) e o Ethereum tentando entrar em 2026 com uma agenda mais técnica, amarrada a escalabilidade e retomada de apetite por DeFi. O ponto importante para a leitura do começo de semana é que, com o retorno do fluxo cheio, o risco geopolítico pode atuar como catalisador de risk-off (pelo menos no primeiro impulso), mas a magnitude disso em cripto costuma depender do comportamento de juros, dólar e, principalmente, do sentimento nos futuros na abertura.

Já o ouro fechou o roteiro da semana com a assinatura clássica de “porto seguro + realização”: o metal vinha de recordes no fim de dezembro, sofreu profit taking forte na virada (um respiro natural depois de uma corrida histórica) e começou 2026 novamente apoiado por uma combinação de expectativas de cortes de juros, demanda defensiva e compras institucionais/centrais mencionadas no noticiário. Em outras palavras, enquanto o petróleo tende a precificar primeiro o risco “na veia” de oferta e geopolítica, o ouro costuma absorver o componente de incerteza de forma mais persistente. Com a Venezuela virando o tabuleiro no fim de semana, o teste real será a abertura de segunda-feira: se o mercado ler o episódio como risco de escalada e fricção internacional, o ouro tende a manter bid defensivo; se prevalecer a visão de que não houve choque imediato de oferta e que o evento ficará contido no campo político/jurídico, a reação pode se concentrar em energia e ficar mais seletiva nos demais ativos.

Fechamento Semanal do BitcoinFechamento Semanal do Bitcoin

E agora? Como iniciaremos 2026?
O semanal do BTC dá continuidade ao que vinha se desenhando no fechamento de 2025: o POC do perfil de volume escorregou de 96K para 87.5K, e esse reposicionamento não é detalhe, porque ele muda o “piso psicológico” do mercado. Quando o ponto de maior aceitação (onde o preço passou mais tempo negociando com volume) cai e, ainda assim, o preço consegue ancorar acima do novo POC por várias semanas, o gráfico começa a construir um argumento macro de suporte. Aqui isso aparece de forma bem limpa: há cerca de sete velas balizando a região de 87.5K, com corpos e pavios reagindo nesse nível, e o suporte coincide com o topo do golden pocket na região de 0.65. É a combinação rara que o mercado respeita: suporte “micro” por volume (POC) e suporte “macro” por Fibonacci na mesma faixa, formando uma base que, quando segura, tende a produzir recuperações mais organizadas.

A vela atual mostra um resquício de recuperação, com o preço voltando acima da média central das Bandas de Bollinger (SMA21), o que é um sinal construtivo porque devolve o preço para dentro do “corredor estatístico” após semanas mais pesadas. Ao mesmo tempo, o movimento ainda não chega a impor risco real sobre a EMA8, que permanece como a primeira resistência dinâmica de curto prazo no semanal: o mercado respira, mas ainda não retomou a tração necessária para reverter o viés recente com convicção. Isso conversa com o quadro de tendência e momentum na tela: há leitura de distribuição e indicadores ainda apontando fraqueza relativa, ou seja, o candle melhora a aparência do gráfico, mas o contexto ainda pede confirmação, especialmente se o preço falhar em sustentar fechamentos semanais acima da SMA21.

O ponto mais técnico — e que ajuda a explicar por que o semanal pode seguir “travado” mesmo com tentativa de retomada — é a compressão rápida das Bollinger Bands, com o BBWP caindo para ~3%, enquanto a média do BBWP ainda está muito acima, perto de 42% e apontando para baixo. Em termos práticos, isso descreve uma queda recente de volatilidade, mas sem o risco de estourar: para um rompimento semanal ganhar notoriedade, normalmente se espera que a referência (média do BBWP) esteja mais próxima do nível atual, permitindo que o BBWP consiga romper a sua própria média com clareza. Enquanto essa distância for grande, o cenário mais provável é uma fase de consolidação com movimentos que parecem “ameaçar”, mas ainda sem o deslocamento amplo que caracteriza tendência sustentada no semanal.

Mas o risco de mais correção ainda continua no radar: o VAL entre 87.5K e 67.5K, uma faixa que concentra aceitação histórica e se alinha com a EMA200 na região de 67.5K. Isso reforça que ainda existe espaço para uma pernada de liquidação caso o POC não segure como suporte.

Se o mercado perder 87.5K com fechamento semanal fraco, o mapa de volume sugere que a “queda natural” pode buscar liquidez na parte inferior do value area, e isso é o tipo de movimento que costuma varrer posições alavancadas antes de qualquer construção de fundo mais saudável. Essa preocupação ganha força ao observar o CVD em queda: mesmo com o preço tentando estabilizar, o CVD descendente indica que, no agregado, há predominância de agressões vendedoras (mais pressão de venda a mercado do que compra a mercado), típico de ambiente onde a recuperação pode ser mais “técnica” do que “convicta”. Em outras palavras, a estrutura de suporte é boa e existe um piso bem definido, mas a leitura de fluxo sugere que o mercado ainda não virou a chave; ele está defendendo níveis — não acelerando tendência.

Osciladores

No semanal, os osciladores estão contando uma história bem coerente com o que o preço já “confessou” desde o topo da região dos 126K: a tendência perdeu tração e, mesmo com o preço tentando estabilizar acima da faixa de aceitação, o fluxo ainda não virou de verdade. O CVD em queda é o primeiro sinal dessa assimetria: ele sugere que, no agregado, a agressão vendedora segue predominando — ou seja, o mercado até consegue segurar zonas-chave no gráfico à vista, mas o comportamento do fluxo indica que a demanda agressiva ainda não retomou controle. Em ciclos assim, a recuperação tende a ser mais “técnica” do que “convicta”: sobe porque esvaziou a pressão, não porque entrou compra nova e forte.

Quando se cruza isso com CMF e VPVR, a leitura fica ainda mais didática. O VPVR mostra onde o mercado realmente aceitou preço (as zonas “gordas” do perfil), e a região de maior relevância segue concentrando decisão: é ali que se entende se há absorção real ou apenas pausa para mais uma pernada. Se o preço se mantém acima de um nó importante do perfil, mas o CVD continua descendo e o CMF não consegue sustentar leitura positiva, o cenário mais comum é de distribuição com defesa, não de retomada plena. Em termos práticos: o perfil de volume pode estar fornecendo um “chão estatístico”, mas os indicadores de fluxo ainda apontam que o dinheiro não está entrando com a mesma firmeza que seria esperada em um pivô de alta semanal. E essa divergência entre suporte por aceitação (VPVR) e fraqueza por fluxo (CVD/CMF) é exatamente o tipo de combinação que deixa o mercado vulnerável a varreduras rápidas de liquidez antes de qualquer tendência mais limpa.

O Estocástico KDJ reforça esse contexto e explica por que os repiques têm falhado em ganhar corpo. Desde que o oscilador entrou em sobrevenda em 01/09/2025, o gráfico exibiu dois bounces negativos: tentativas de recuperação que nasceram lá embaixo, mas não conseguiram evoluir para um deslocamento consistente — o tipo de repique que “levanta a cabeça”, mas volta a afundar antes de reconquistar uma zona neutra. Isso costuma acontecer quando o mercado está em regime de tendência ou distribuição: o oscilador reage por exaustão momentânea, mas a pressão estrutural puxa de volta. A divergência bearish que aparece sinalizada no painel entra como um carimbo adicional: ela sugere que, mesmo quando o preço ainda tentava sustentar topos ou retomadas, o momentum já não confirmava com a mesma força, o que frequentemente antecede a perna de queda que, mais tarde, “resolve” a divergência no preço.

A pergunta “acabou?” merece um critério objetivo. Parte do efeito da divergência já foi consumido pelo mercado — a queda forte pós-topo e a permanência do KDJ em níveis deprimidos mostram que houve correção e drenagem de momentum. Mas, do ponto de vista operacional, ela só deixa de ser relevante quando o oscilador consegue sair da zona de sobrevenda com continuidade (não apenas um repique curto) e quando isso vem acompanhado de melhora no fluxo: CVD parando de fazer mínimos, e CMF sustentando leitura menos negativa/positiva, sinalizando entrada de dinheiro de forma mais estrutural. Enquanto o KDJ seguir comprimido na região baixa (com K e D ainda muito próximos de níveis extremos) e o fluxo continuar apontando predominância vendedora, o quadro mais prudente é tratar qualquer repique como recuperação frágil dentro de uma estrutura que ainda precisa provar reversão — e, nesse cenário, a proteção do suporte definido pelo VPVR segue sendo a linha que separa “base em construção” de “porta aberta para liquidação até o próximo bloco de valor”.

Suportes

  • 91.3K — suporte curto (zona atual de equilíbrio)
  • 87.5KPOC atual / base principal (confluência com topo do golden pocket ~0.65)
  • 83.9KFib 0.618 (nível técnico de retração)
  • 70.9KFib 0.5 (meio do range macro)
  • 67.5Kbase do VAL + EMA200 (alvo típico se perder o POC)
  • 57.8KFib 0.382 (suporte macro intermediário)
  • 41.6KFib 0.236 (suporte macro profundo)

 

Resistências

  • 93–95K — zona de médias e Bollinger (SMA21/EMA8/BB superior como “teto” imediato)
  • 96KPOC anterior (resistência por memória de volume)
  • 100.6KFib 0.768 (resistência técnica forte)
  • 110K — resistência de topos intermediários do range
  • 126.3Ktopo macro / região do ATH (resistência máxima do ciclo no gráfico)

 

Conclusão / Prognóstico para JAN/26

E agora? Como iniciaremos 2026?
Entrando em janeiro, o gráfico semanal do BTC fica com uma mensagem central bem objetiva: o mercado está tentando se reequilibrar em cima de um suporte “duplo” — volume (POC em 87.5K) e Fibonacci (topo do golden pocket em 0.65) — mas ainda sem o tipo de fluxo que costuma acompanhar viradas de tendência. A recuperação atual, por mais saudável que pareça no candle (voltando acima da SMA21), ainda não ameaça de verdade a zona dinâmica de curto prazo; e isso conversa com os osciladores e com o fluxo: CVD em queda e sinais de entrada de dinheiro ainda tímidos sugerem que o mercado está mais na fase de defender níveis do que na fase de buscar expansão. O detalhe técnico que pode “ligar a tomada” do mês é a compressão rápida das Bollinger (BBWP muito baixo), mas, como a média do BBWP ainda vem bem acima, a leitura mais prudente é esperar uma primeira quinzena ainda marcada por testes e consolidação antes de uma volatilidade mais notória aparecer.

O prognóstico para janeiro, portanto, fica naturalmente amarrado em dois gatilhos simples: segurar 87.5K ou perder 87.5K. Se o suporte se mantiver, a probabilidade maior é de um mês de reconstrução em faixa, com o preço tentando reocupar zonas de aceitação do VPVR e buscar progressivamente resistências acima — um cenário em que rompimentos existem, mas exigem confirmação por fluxo (CVD parando de sangrar e CMF melhorando). Se, por outro lado, o mercado falhar em sustentar o POC como suporte, o mapa de volume deixa explícito o risco: a “queda natural” tende a procurar liquidez dentro do VAL, com espaço para um movimento até a região da EMA200 perto de 67.5K. Em semanas de retorno de liquidez institucional, esse tipo de varredura pode acontecer de forma rápida, justamente porque o mercado volta a “precificar de verdade” e empurra o preço para onde há volume e alavancagem para liquidar.

Por fim, vale registrar um cuidado de contexto para o mês: caso o BTC consiga recuperar terreno e se aproximar de zonas mais altas novamente, a leitura de “armadilhas” em resistências históricas vira determinante. O meu insight de preocupação aqui é que o penúltimo ATH (180.3) tomou um toco na mesma vela e puxou uma retração de 17% em janeiro, e o segundo ATH do ano eu chamo de ATH fake, porque foi claramente forjado para que o BTC marcasse um ATH no dia da posse do Trump — sem fundamento — e a retração de 35% veio logo depois; então, quando o mercado se aproximar de regiões psicológicas relevantes (como a faixa de 104K, se for o caso), o ponto não será “chegar lá”, e sim como chega: com fluxo, aceitação e retomada de momentum, ou apenas num repique de baixa volatilidade pronto para virar liquidação. Janeiro tende a tirar a máscara do mercado: ou confirma a base em 87.5K e inicia reconstrução, ou usa o retorno do fluxo para estressar suportes e “limpar” o book antes de qualquer ciclo mais saudável.

⚠️ Aviso

 

Esta análise é apenas um estudo técnico e não representa recomendação de investimento.
O mercado de cripto é volátil e envolve riscos.
Faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões.
Invista com responsabilidade.

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