Central Magazine

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 às 1:42
Saiba porque o SMC ficou obsoleto!

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A virada de ano finalmente começou a “andar” a partir de 04/01, quando o mercado saiu do modo feriado e voltou a precificar risco com mais seriedade. O principal gatilho de curto prazo foi geopolítico: a captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA, ocorrida no fim de semana, empurrou o noticiário global para o centro do radar e testou a reação dos ativos na reabertura. Na segunda-feira (05/01), a leitura inicial foi de relativa calma nos índices, com o fluxo preferindo expressar o evento pelo canal mais sensível, que é energia: bolsas avançaram e ações do setor energético ganharam tração, enquanto o petróleo subiu com o mercado tentando estimar se haveria impacto real em fluxo de exportação, sanções ou logística.

O detalhe é que essa precificação não ficou “linear”: na terça-feira (06/01), o petróleo devolveu parte do movimento, com o foco migrando rapidamente para fundamentos de oferta e demanda. A tese que começou a circular foi menos “choque imediato” e mais “possível mudança estrutural” se o cenário abrir caminho para aumento gradual da produção venezuelana e revisão de embargos, justamente num ambiente em que agências e relatórios já vinham apontando excesso de oferta global como força dominante. Em paralelo, o ouro manteve o papel clássico de termômetro de incerteza: avançou novamente em direção às máximas recentes, apoiado por demanda de proteção e pela expectativa de cortes de juros ao longo de 2026, enquanto bancos reforçaram projeções altistas para o metal num contexto de compras oficiais e busca por hedge.

E foi dada a largada para 2026 !

Do lado macro, a reabertura também trouxe sinais que ajudam a explicar por que o mercado oscila entre “risk-on” e “defensivo” com tanta facilidade neste começo de ano: dados industriais dos EUA seguiram fracos, com o PMI de manufatura do ISM abaixo de 50 e indicando contração prolongada. Isso importa porque um pano de fundo de crescimento mais lento costuma reduzir a tolerância a risco quando combinado com ruído geopolítico, ao mesmo tempo em que alimenta apostas em juros mais baixos, o que sustenta ativos sensíveis a liquidez e também fortalece a narrativa de proteção via metais. Em outras palavras, o motor de 2026 começa com duas forças convivendo em tensão: desaceleração em partes da economia real e uma política monetária que pode ficar mais favorável ao risco adiante.

No mercado cripto, o início da semana mostrou um contraste típico de começo de ciclo de fluxo: preço recuperando e institucional voltando a aparecer, mas com narrativas ainda em formação. O ponto mais concreto foi o retorno de apetite por veículos regulados, com entradas relevantes em ETFs de bitcoin nos primeiros dias úteis de 2026, reacendendo a leitura de que a demanda institucional voltou a “puxar a fila” quando a liquidez retorna. Ao mesmo tempo, a ponte com TradFi ficou mais explícita: uma grande instituição como o Morgan Stanley avançou com registros de ETFs ligados a cripto, sinalizando competição crescente na prateleira regulada, enquanto o noticiário corporativo também lembrou que volatilidade ainda cobra seu preço, com a Strategy reportando perda não realizada bilionária no trimestre anterior. No Ethereum, a discussão do curto prazo ganhou nuance com mudanças em dinâmica de staking, algo que pode afetar o “trade” de oferta e demanda de ETH conforme 2026 progride.

Vamos aos gráficos !

 

Bitcoin DiárioBitcoin Diário

No BTC no diário, o que chama atenção é a mudança de ritmo: depois de uma sequência de candles de recuperação saindo da base do range, o preço voltou a entregar um dia de volatilidade, com leitura de rejeição vendedora logo acima de um reteste em duas médias que costumam “mandar” no curto e no médio prazo, a EMA8 e a EMA50. A dinâmica intradiária também sugere uma briga bem clara entre continuidade e realização: a sessão começou com sinal de fraqueza (engolfo bearish) e, no fim do dia, o mercado reagiu defendendo as médias e voltando a esticar, mas sem conseguir transformar o movimento em aceitação acima da zona que, hoje, funciona como barreira técnica e psicológica.

Esse ponto de decisão está bem definido: 94.5K a 96K que é a região do POC anterior, com bastante “memória” de volume, e onde o preço tende a encontrar oferta de quem quer sair no empate ou distribuir em resistência. Por isso, o candle atual ganha leitura de “teste e recuo”: há esforço comprador, mas o pavio e a dificuldade de sustentar acima do topo imediato indicam que a região ainda está sendo usada para absorver compras e devolver parte do impulso. Se o mercado quiser confirmar reversão no diário, não basta tocar 94K e voltar, ele precisa consolidar acima e transformar essa faixa em suporte, senão o padrão mais comum é a volta para reequilibrar em zonas de aceitação mais baixas.

As Bandas de Bollinger ajudam a contextualizar por que o preço parece “nervoso”, mas ao mesmo tempo direcional: as bandas estão inclinadas para cima e em processo de expansão, com o preço operando em “zona de compra” do próprio envelope, e o BBWP elevado reforça que o diário já entrou em fase de volatilidade ativa, não de compressão. Na prática, isso é compatível com rally recente e com tentativas de continuação, com alvos estatísticos claros na parte superior do envelope, mas também aumenta a probabilidade de pavios e rejeições quando o preço encosta em resistência relevante. A cereja do bolo é o CVD apontando ataque vendedor mesmo com o preço subindo, sugerindo que parte do avanço pode estar sendo construído com vendas agressivas no BID e compra mais passiva absorvendo, um comportamento típico de “impulso com distribuição” que exige confirmação: ou a aceitação acima de 94.5K chega com melhora de fluxo, ou a região vira gatilho de realização e o preço volta a testar suportes dinâmicos no retorno ao equilíbrio.

 

Ethereum gráfico diárioEthereum gráfico diário

O mercado conseguiu construir uma sequência de recuperação a partir da região de equilíbrio e reconquistar a EMA50, o que melhora a estrutura e sinaliza que o impulso recente não foi apenas um repique aleatório. O preço trabalha acima da EMA8, mantendo o curto prazo “vivo”, e isso é importante porque essa média virou o termômetro de continuidade desde o começo do ano. Ao mesmo tempo, o grande portão segue mais acima: a EMA200 na faixa dos 3.4K continua sendo a resistência que separa “reação técnica” de “mudança de regime” no diário. Enquanto essa média não for rompida com aceitação (fechamentos consistentes acima), o cenário ainda pede cautela com movimentos que parecem fortes, mas podem falhar exatamente no ponto em que o mercado costuma distribuir.

As Bandas de Bollinger já estão mostrando que a volatilidade voltou a acordar de forma mais saudável: as bandas apontam para cima, o preço trabalha na parte superior do envelope e o BBWP aparece em elevação, sugerindo um ambiente mais propício a deslocamentos do que a compressão. Isso combina com a leitura de força nos indicadores de tendência e momentum: RSI acima da média e MACD acima do sinal reforçam que o impulso comprador existe e vem ganhando consistência. Ainda assim, a região entre 3.23K–3.35K funciona como “zona de decisão”, porque é onde as bandas superiores se alinham com resistências dinâmicas, e onde o preço começa a ter que provar se consegue manter tração sem depender apenas de esticadas rápidas.

O ponto de atenção, está no Estocástico KDJ: com K e D praticamente colados em 100 (e o J acima), o oscilador grita exaustão no curto prazo. Esse tipo de leitura não significa “topo obrigatório”, mas costuma significar que a continuação, se vier, tende a ser menos vertical e mais trabalhada, com pausas e retestes. O sinal que confirmaria força real é simples: segurar a EMA8 em eventuais correções curtas e, em seguida, voltar a pressionar a EMA200 (~3.4K) até transformar essa zona em suporte. Se perder a EMA8 com clareza, o movimento mais natural passa a ser um retorno para reequilibrar na EMA50, onde o mercado decide se o rompimento foi estrutural ou apenas um impulso de começo de ano.

 

 

 

Conclusão

O começo de 2026 está deixando uma assinatura bem típica de “mercado voltando do feriado”: primeiro vem a reprecificação de risco no noticiário, depois o fluxo real começa a se reorganizar nos gráficos. No Bitcoin, a leitura segue de reconstrução com resistência pesada acima, porque a região do antigo POC ainda funciona como barreira onde o mercado gosta de distribuir, e o detalhe do CVD lembrando ataque vendedor sugere que parte dessa recuperação pode estar sendo construída com absorção e reposicionamento, não necessariamente com demanda agressiva sustentável.

No Ethereum, o quadro diário está mais organizado: a reconquista da EMA50 melhora a estrutura e o preço consegue sustentar o curto prazo acima da EMA8, com Bollinger inclinando para cima e momentum mais saudável (RSI acima da média e MACD acima do sinal). O grande teste, porém, é exatamente o “portão” que define virada de regime: a EMA200 na região dos 3.4K.

Quando se amarra BTC e ETH com o pano de fundo macro, a mensagem fica ainda mais coerente: o mercado está tentando voltar ao modo “risk-on”, mas ainda com o freio de mão puxado por fluxo e por resistência técnica. Nesse cenário, o ouro vira o termômetro silencioso da confiança: ele segue forte e próximo das máximas, sustentado por demanda defensiva e expectativas de juros mais benignos, e isso funciona como lembrete de que o mundo ainda está precificando incerteza, mesmo quando cripto ensaia retomada.

Por hoje fico por aqui Família! Tenham todos uma excelente semana e bons trades !!

 

⚠️ Aviso

 

Esta análise é apenas um estudo técnico e não representa recomendação de investimento.
O mercado de cripto é volátil e envolve riscos.
Faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões.
Invista com responsabilidade.

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