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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 às 4:07
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Bitcoin em busca de recuperação
com o Ouro em nova ATH

 

Agosto se despediu em clima tenso e setembro já abriu com o Bitcoin em busca de recuperação com o Ouro em nova ATH.
O movimento brusco no mercado cripto durante o feriado nos Estados Unidos reduziu a liquidez, mas foi justamente nesse vazio que aconteceu o primeiro teste do mês: um long squeeze que derrubou o Bitcoin para US$ 107,2 mil, seguido por uma recuperação firme até os US$ 111,2 mil no fechamento. O Ethereum, porém, não acompanhou — ficou preso em torno de US$ 4,3 mil, sinalizando falta de tração em comparação com a força do BTC. A virada de mês acabou deixando clara a diferença de comportamento entre os dois principais ativos digitais.

Do lado macro, o mercado financeiro global entrou em setembro olhando de perto para o Federal Reserve. A reunião marcada para meados do mês concentra expectativas depois da sequência de dados mistos de emprego e indústria, que reacenderam apostas em cortes de juros ainda em 2025. A instabilidade política em Washington também adiciona ruído sobre a autonomia do Fed, ampliando a cautela de investidores institucionais. Nesse ambiente, o ouro brilhou: o metal superou a marca de US$ 3.500 por onça e registrou nova máxima histórica, reforçando seu papel como refúgio em tempos de incerteza.

Esse conjunto de fatores abre setembro com uma paisagem contrastante. Enquanto o Bitcoin mostra resiliência e tenta sustentar terreno acima dos 110 mil, o Ethereum patina, e o mercado tradicional busca direção em meio a juros incertos e tensões políticas. O ouro, por sua vez, reafirma sua posição como âncora de segurança. O cenário que se desenha é de cautela redobrada: quem acompanhar de perto os próximos passos do Fed pode encontrar oportunidades numa semana que promete ser decisiva para todos os mercados.

Ouro renova ATH: volatilidade a favor dos compradores!

Ouro renova ATH: volatilidade a favor dos compradores!
Com o Bitcoin em busca de recuperação com o Ouro em nova ATH, o gráfico semanal do ouro (XAU/USD) confirma que o metal precioso entrou em fase de força plena, cravando uma nova máxima histórica. O candle da semana se apoia numa expansão de volatilidade significativa: o BBWP abriu 15% no pregão de hoje, e o preço encostou diretamente na Banda de Bollinger de 3 desvios, sinal clássico de que o movimento comprador ganhou intensidade e pode levar a novas máximas. O suporte mais próximo aparece no ponto de controle do VPVR em 3.350 dólares, consolidado como zona volumétrica de defesa desde o início de 2024. Esse patamar elevado de suporte mostra que, mesmo em correções, o mercado carrega uma “rede de segurança” para sustentar maiores altas.

No campo dos indicadores, os wavetrends já apontam aceleração de momentum, mesmo diante da queda no CMF, que sugere entrada de capital um pouco mais tímida. Essa divergência é compensada pela força do ADX em 42,8 pontos, que confirma tendência direcional robusta. O MACD semanal, por sua vez, inicia um novo bouncing alcista em plena zona de sobrecompra, reforçando que o mercado ainda não atingiu exaustão. O estocástico KDJ acompanha essa leitura, reagindo de forma positiva na região dos 40 pontos após uma divergência bullish, sinalizando que a tendência de curto prazo ainda tem margem para se estender.

O quadro atual é claro: o ouro não só rompeu máximas, como o fez apoiado em bases técnicas sólidas. A conjunção entre suporte de volume elevado, expansão de volatilidade e indicadores em sincronia amplia a probabilidade de continuidade da alta. Se o mercado respeitar os 3.350 dólares como piso, novas resistências poderão ser exploradas nas faixas de 3.550 a 3.600 dólares, abrindo espaço para o ouro consolidar-se em patamares nunca antes vistos.

Bitcoin semanal: a semana começa com sinal de inflexão

Bitcoin semanal: a semana começa com sinal de inflexãoO Bitcoin iniciou setembro testando pontos decisivos do gráfico semanal. O preço se encontra pouco acima do golden pocket da Fibonacci (0.65–0.618), região que já serviu de suporte na queda até 107K. A leitura sugere que, caso essa zona se mantenha firme, pode estar se formando um pivô de alta, com espaço para uma retomada significativa. A vela em andamento, em apenas dois dias, já desenha um bullish harami — padrão que costuma sinalizar inversão ou pelo menos uma pausa no movimento de baixa. O próximo obstáculo é a retração 0.768 em 112,8K, que coincide com a EMA8. Superar essa confluência reforçaria o viés altista, enquanto uma rejeição nesse ponto poderia trazer o preço de volta para os 107K ou até níveis mais baixos.

A volatilidade está prestes a aumentar: o BBWP em 7,3% indica compressão pronta para expansão. O problema é que, neste momento, o BTC está na parte inferior das Bandas de Bollinger, com o CMF em queda — sinal de que, se a volatilidade explodir agora, o risco maior é de movimento para o lado vendedor. Os wavetrends também perdem força, e o próprio CMF segue em declínio, ainda no campo positivo, mas fragilizado. Essa fraqueza, contudo, pode segurar o preço apenas na faixa dos 110K–111K até que o estocástico, atualmente pressionado, consiga um repique positivo. O MACD, que já vinha apontando divergência bearish no topo, será o fiel da balança: apenas um novo bouncing da linha azul poderá reativar o momentum altista e abrir espaço para uma nova pernada de alta.

👉 Em resumo: o BTC começa a semana tentando defender o golden pocket e ensaia um padrão de reversão, mas o peso das divergências nosciladores e o enfraquecimento do fluxo deixam claro que a batalha pelos 112,8K será o divisor de águas desta semana.

Suportes e Resistências

  • Resistências:

    • 112,8K → retração 0.768 de Fibo e confluência com a EMA8 (barreira imediata).

    • 119K → máxima recente e retração 1.272, zona onde o preço já foi rejeitado.

    • 122K–123K → limite superior das Bandas de Bollinger Dev2.

  • Suportes:

    • 107K → fundo recente, ponto crucial para manter a tentativa de pivô de alta.

    • 104,7K → suporte técnico visível no VPVR, linha de defesa intermediária.

    • 96,7K → suporte volumétrico robusto, base de liquidez forte.

Conclusão Geral

Setembro começa com os mercados olhando para direções opostas e, ao mesmo tempo, conectados pelo fio invisível da incerteza. O Bitcoin, mesmo após um long squeeze que sacudiu posições alavancadas, tenta se recompor acima do golden pocket. O padrão técnico sugere possibilidade de reversão, mas não há espaço para ingenuidade: o preço precisa vencer os 112,8K para confirmar qualquer retomada consistente. Caso contrário, o retorno a 107K — ou até aos 104K — volta para o radar. O BTC vive uma espécie de duelo interno, oscilando entre a força estrutural de longo prazo e as divergências que minam a convicção de curto prazo.

Enquanto isso, o ouro brilha como contraponto. Cravou novo recorde histórico acima dos 3.500 dólares por onça, embalado pelo apetite de proteção em meio a apostas de que o Fed pode reduzir juros ainda neste ano. O metal precioso se consolida como válvula de escape em um mercado que desconfia tanto da resiliência econômica quanto da política monetária americana. O contraste é evidente: de um lado, o Bitcoin tentando provar que ainda é o “ouro digital”; de outro, o ouro físico mostrando por que continua sendo o porto seguro por excelência.

Já o mercado tradicional digere números mistos da economia americana, com o emprego mostrando força relativa enquanto a indústria patina.
A política mostra dúvidas sobre a autonomia do Fed e sobre os rumos de cortes de juros em plena temporada eleitoral.
Nesse caldo, investidores se veem entre três narrativas: a do BTC como ativo de risco com potencial de ciclo, a do ouro como âncora de estabilidade, e a do mercado de ações que perde fôlego na esteira da cautela institucional.

No fim, o que se desenha é menos uma fotografia estática e mais um filme em câmera lenta. O Bitcoin disputa cada suporte e resistência como capítulos de uma novela de alta volatilidade, enquanto o ouro já escreve seu próprio recorde. Setembro promete ser um mês em que os extremos vão falar mais alto: ou o BTC confirma o pivô de alta e mira novamente os 119K, ou se rende às pressões e volta a testar suportes mais baixos. O ouro, por sua vez, mostra que a busca por segurança não é moda passageira, mas reflexo de um sistema financeiro que, entre juros, política e tecnologia, vive no fio da navalha.

⚠️ Aviso

 

Esta análise é apenas um estudo técnico e não representa recomendação de investimento.
O mercado de cripto é volátil e envolve riscos.
Faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões.
Invista com responsabilidade.

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