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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 às 16:45
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O pano de fundo de janeiro segue sendo “liquidez contra narrativa”: com o mercado global alternando entre apetite por risco e busca por proteção, o Bitcoin volta a ganhar tração quando o dólar perde fôlego e a curva de juros dá sinais de acomodação. Esse vai e vem costuma favorecer movimentos técnicos limpos, porque o fluxo entra mais “no preço” do que em manchete.

No lado fiscal, a conversa de dívida dos EUA voltou ao centro com projeções de trajetória mais pesada para o déficit ao longo dos próximos anos. Isso não move o BTC no intraday por si só, mas alimenta a tese estrutural de “ativos escassos” como hedge de longo prazo, especialmente quando o mercado começa a precificar custo de financiamento mais alto por mais tempo.

Bitcoin mira 99.5K com Cup & Handle

Em commodities, a alta do petróleo ganhou apoio de risco geopolítico e de ruídos de oferta, adicionando uma camada de incerteza inflacionária. Para cripto, o canal indireto é o mesmo de sempre: energia mais cara pode mexer com expectativa de inflação e, por tabela, com a leitura de juros reais e prêmio de risco.

E o Ouro, que estamos monitorando, vem como termômetro do “modo proteção”: continua rondando máximas históricas A última marcada hoje na hora do almoço) em um combo clássico de demanda defensiva e apostas de corte de juros adiante.

Bitcoin (1D)
Bitcoin gráfico Diário

No diário, o BTC entregou uma vela de força que parece “manual de rompimento”: corpo cheio, fechamento perto do topo e pouca cara de devolução no mesmo candle. A leitura de price action favorece continuação porque o preço saiu do miolo do range e voltou a negociar acima de um eixo psicológico que vinha segurando a correção. A formação Cup & Handle rompeu com volume.

O ponto de fricção imediato é bem claro: a região de 94.5K virou a resistência emblemática do movimento. Acima disso, a próxima briga natural é a zona de oferta e liquidez em torno de 96K (onde o perfil de volume sugere concentração relevante), e depois o caminho abre para o alvo técnico em 99.5K, que ainda coincide com a EMA200 diária (~99.5K). Em outras palavras, o alvo não é só de descompressão; é o ponto onde o mercado costuma testar se a alta é perna de tendência ou só repique de correção.

Do lado defensivo, o gráfico já deixa desenhado onde o trade “não pode” perder tração sem estragar a pintura: as marcações de bandas e níveis projetados colocam suportes muito úteis para cenário. A Band Dev2 Sup (~94.44K) e a Band Dev3 Sup (~95.84K) viram referências dinâmicas de continuação (o preço acima delas tende a manter o tom bullish). Se houver rejeição mais dura e o preço escorregar, a Band Dev2 Inf (~88.87K) é o degrau que separa “pullback saudável” de “o mercado voltou para dentro do range com má vontade”. Abaixo disso, os níveis em torno de 87.49K (0.65) e 83.95K (0.618) entram como zonas de recalibração de tendência.

OsciladoresOsciladores Bitcoin Diário

Aqui a história fica ainda mais interessante porque o movimento em que o Bitcoin mira 99.5K com Cup & Handle, não está “sozinho”. No quadro técnico, apesar do ADX (~29.21) ainda classificar a tendência como fraca, ele já está em patamar que costuma acompanhar transições de range para tendência (não é confirmação definitiva, mas é o tipo de número que dá sustentação ao rompimento). O Chaikin Money Flow (~16.75) vem positivo, reforçando o nosso ponto: há entrada de fluxo consistente, e isso tende a reduzir a chance de fake-out imediato quando o preço encosta em resistência.

O RSI fazendo um bounce positivo na região da linha 50 e esticando para a faixa de maior volatilidade (tocando a banda superior de Bollinger do próprio RSI) é exatamente o comportamento que se espera quando o mercado sai do “modo correção” e volta para “modo tendência”. O KDJ complementa bem: cruzamento bullish com a linha J mais nervosa mostra aceleração de curto prazo, mas o detalhe de estar por volta da metade do range indica que ainda há “espaço de tendência” antes de virar euforia clássica de topo. E o MACD alinhado com isso, com leitura de momentum reforçando alta, dá a cola final: rompimento + fluxo + momentum é o trio que costuma sustentar continuação.

Segundo ponto onde a leitura fica mais “profissional”: quando o CVD confirma com inflow forte (um dos melhores do ano no spot), a probabilidade base de armadilha diminui. Não zera risco, mas muda a assimetria: o mercado precisa de um motivo maior para devolver tudo de uma vez, porque existe compra real por trás, não só derivativo empurrando preço.

Ethereum Semanal
Ethereum Semanal

No semanal do ETH, o gráfico está honesto e um pouco cruel: preço briga para romper a 0.5 da Fibo (~3,170.92) que foi traçada do último fundo até a ATH, e essa região virou um “teto funcional”. A congestão atual acontece justamente onde médias importantes comprimem o preço: a EMA55 está colada nessa zona e a EMA8 aparece atuando como resistência de curto prazo, enquanto a EMA144 fica mais abaixo como referência de estrutura. O resultado prático é que o ETH precisa de fechamento semanal convincente acima da 0.5 para destravar o próximo corredor, que é a 0.618 (~3,592.38).

Os indicadores do painel estão coerentes com essa dificuldade. O quadro mostra mercado em Bearish Distribution, com Money Flow negativo (~-4.28), sugerindo que a compra ainda não é dominante no semanal. O RSI acima da média em ~47 é um “quase lá”: não é colapso, mas também não é tração bullish, porque ainda trabalha abaixo do ponto que costuma diferenciar recuperação de tendência (a zona 50–55). O MACD (~-104.80) abaixo do sinal reforça que o momentum de médio prazo ainda está do lado conservador.

O detalhe pra fechar a conta: a vela roxa marcando divergência bearish no CVD coloca um alerta de “alta com menos combustível”. Em setups assim, o ETH até pode romper a 0.5 no intraday, mas o que valida é o semanal fechar acima e, idealmente, ver o fluxo melhorar (CMF voltando para positivo) junto com o MACD perdendo força negativa. Se falhar, o mapa de retração é direto: 0.382 (~2,749.45) vira o alvo natural de correção, enquanto o topo maior na 0.768 (~4,128.14) continua distante e só entra no radar depois de uma recuperação estrutural.

Ouro SemanalOuro Semanal

No ouro (XAUUSD) no semanal, o que salta aos olhos é a continuação de uma tendência de alta bem “limpa”: sequência de candles ascendentes, correções curtas e retomadas rápidas. O preço está por volta de 4.59K, colado na EMA8, que segue funcionando como guia de curto prazo (quando o ouro respira, ele volta pra essa média e reaperta o passo). A estrutura maior fica ainda mais evidente porque o preço está muito acima da EMA55 e da EMA144, o que mantém o viés de médio prazo claramente comprador.

Nas Bandas de Bollinger triplas, a leitura é de expansão de volatilidade com o preço trabalhando na parte superior do “envelope”. Os níveis marcados como Band Dev2 Sup (~4.70K) e Band Dev3 Sup (~5.01K) viram alvos naturais se o impulso continuar. Em termos práticos: enquanto a correção não perder tração e a EMA8 continuar sendo respeitada, o mercado tende a “puxar” para esses níveis superiores. Do outro lado, os níveis inferiores das bandas (Dev2/Dev3 inf) ficam como zonas de contenção de uma correção mais séria, mas hoje parecem distantes.

No painel de fluxo, o CVD está ascendente, sugerindo inflow comprador sustentando o movimento, não só “pavio de notícia”. Já o Stoch KDJ mostra o ouro saindo da euforia: K abaixo de D com J mais baixo, o que combina com uma pausa/realização curta antes de mais um ataque de alta. No F!72 Market Monitor, as curvas seguem apontadas para cima com histograma positivo, reforçando que o momentum ainda está do lado comprador.

Cenário realista: alta viva, mas com chance de consolidação curta; perda consistente da EMA8 abre espaço para um pullback mais profundo antes do próximo avanço.

Conclusão

O cenário mais realista, no curto prazo, é o BTC tentar transformar 94.4K–94.5K em piso e forçar o mercado a “aceitar preço” acima dessa região. Se isso acontecer, a sequência técnica tende a ser 95.8K–96K (zona de atrito e liquidez) e, vencida essa barreira, o alvo em 99.5K (EMA200 diária) vira um teste quase obrigatório. O plano B é claro: se a rejeição em 94.5K vier com devolução rápida e perda das bandas de suporte, a probabilidade de revisitar 88.9K sobe bastante.

Para o ETH, o jogo é mais lento e mais dependente de fechamento: enquanto o semanal não confirmar acima da 0.5 (3,170.92), a leitura dominante é de recuperação travada sob resistência, com osciladores ainda sem “cara de tendência”. Em resumo: BTC está com estrutura de continuação mais limpa; ETH ainda precisa provar que consegue sair do corredor de compressão.

E, fechando o pano de fundo, BTC mira 99.5K com Cup & Handle fica ainda mais interessante quando Ouro permanece firme perto de recordes e o macro continua sensível a juros e risco geopolítico: isso costuma premiar movimentos técnicos bem sustentados por fluxo, e punir rompimentos “ocos”.

 

⚠️ Aviso

 

Esta análise é apenas um estudo técnico e não representa recomendação de investimento.
O mercado de cripto é volátil e envolve riscos.
Faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões.
Invista com responsabilidade.

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