Central Magazine

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 às 12:28
Saiba porque o SMC ficou obsoleto!

Panorama e notícias do dia

O pano de fundo macro continua “puxando o volante” do risco. Nos EUA, o rali recente de Treasuries esfriou com o 10 anos em torno de 4.03%, depois de ter testado níveis próximos de 4.02%. A combinação de incerteza sobre tarifas, ruído em torno de IA e tensão geopolítica mantém o mercado no modo seletivo: entra proteção quando o medo aumenta, e corta beta quando a confiança some.

Na política, a pauta cripto segue andando, mas não no ritmo que o preço gostaria. A Reuters registrou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, defendendo aprovação do Clarity Act ainda nesta primavera, argumentando que uma lei de estrutura de mercado traria “conforto” num ambiente de volatilidade. O efeito prático é mais estrutural do que imediato: reduz incerteza jurídica, mas não substitui fluxo comprador quando o macro está fechado.

Em fluxo, a mensagem permanece fria. Um resumo do Saxo apontou novas saídas em ETFs spot de bitcoin e também em ETFs spot de ether na última sessão observada, coerente com a leitura de que o investidor tradicional ainda está reduzindo exposição em 2026. Quando isso acontece, repiques curtos viram “rampa de saída” para quem quer zerar no breakeven, o que limita rallies e aumenta a sensibilidade a perdas de suporte.

Já o ouro continua funcionando como termômetro de proteção, com o detalhe incômodo de que também precisa respirar. A Reuters reportou que o metal recuou após marcar máxima de mais de três semanas, pressionado por realização e dólar mais firme, enquanto o mercado monitora tarifas e nova rodada de conversas entre Washington e Teerã. O impulso existe, só não é linha reta.

Bitcoin segue na corda bamba e o Ouro ensaia retomada

Bitcoin

Bitcoin

No diário, o preço trabalha perto de 64.0K, mas o ponto que importa é 63.2K. Esse nível volta a ser “última escada” porque o VPVR mostra que, abaixo dele, o mercado entra num trecho com menos negociação, começando na faixa dos 61K. O painel marca dev2 inf em 63.381K e dev3 inf em 61.087K. Acima, dev2/dev3 sup em 72.56K e 74.85K viram resistências de retorno à média. Em leituras anteriores, essa região já aparecia como a pausa natural antes do vazio: quando o chão fica oco, o deslocamento costuma acelerar sem precisar de manchete.

A estrutura desde 05/fevereiro segue mais com cara de continuação do que de base. A queda foi impulsiva, o repique foi curto (o famoso dead cat bounce) e, desde então, o mercado vem comprimido, com máximas menores e dificuldade de retomar áreas perdidas. O painel do setup não aponta padrão de candle relevante na última vela, e isso é informativo: falta rejeição clara, falta exaustão, falta “sinal de freio”. O BBWP em 59.66% cai, sugerindo compressão após a queda. Em baixa, compressão costuma anteceder mais deslocamento, não reversão.

As médias fecham a porta pra qualquer otimismo. A EMA8 está abaixo da SMA21 (linha central da Bollinger) e ambas descem, validando viés bearish de curto prazo. A SMA21 vira resistência dinâmica perto de 67.5K; acima, as bandas superiores de dev2 e dev3 (72.6K e 74.9K) estão longe o suficiente para mostrar que um repique, sozinho, não muda regime. No horizonte maior, a EMA200 diária permanece bem acima, lembrando que o mercado ainda está longe de recompor tendência.

Osciladores e fluxo do BitcoinOsciladores e fluxo do Bitcoin

O CVD segue confirmando venda dominante. ADX em 60.11 confirma força de tendência; com “bearish distribution”, é força do vendedor. C. MoneyFlow em -8.15 reforça ausência de compra líquida. A linha roxa continua caindo, e a última vela mostra novo impulso de agressão vendedora, o tipo de detalhe que aparece quando qualquer tentativa de recuperação encontra oferta de imediato. Com o VPVR “oco” logo abaixo, o risco fica bem objetivo: segurar 63.2K prolonga o grind lateral; perder 63.2K aumenta a probabilidade de um toque rápido nos 61K. No farol, 15m e Diário sinalizam venda; 6h sugere repique. Resultado típico: respiros curtos dentro de estrutura descendente.

No KDJ, o cenário é pior do que o preço sugere. A divergência bearish escondida aparece no topo, e a linha J mergulha para -4.02 enquanto K está em 46.13 e D ainda em 71.21. É a assinatura de descompressão: D demora a virar, K cede, e J despenca quando o mercado resolve acelerar. O painel técnico conversa com isso, com RSI abaixo da média (30.86), momentum e money flow negativos. O MACD permanece abaixo de zero, ainda acima do sinal no painel, o que tende a favorecer continuação da fraqueza antes de qualquer virada convincente.

EthereumEthereum

Bitcoin na beira dos 63.2K e ouro em retomada também descreve o ETH: o ativo líder puxa o resto do complexo. No diário, o preço ronda 1.86K e encosta em suportes do perfil de volume, com o nível de 1.827K funcionando como linha de defesa imediata. Abaixo, o gráfico já aponta uma região de baixa liquidez até a banda inferior dev3 em 1.74K, e uma referência mais distante aparece por volta de 1.38K. Acima, SMA21 perto de 1.9K é o primeiro teste; depois, dev2/dev3 sup em 2.16K e 2.24K. O 0.236 em 2.227K é resistência extra.

O painel do ETH é coerente com o BTC: ADX em 57.57 com leitura de distribuição bearish, RSI abaixo da média (30.64), momentum negativo e MACD em zona negativa. No KDJ, K em 41.25, D em 58.8 e J em 6.15 sugerem fraqueza persistente, com a linha J inclinada para baixo e pouco espaço para “bouncing” saudável sem que o preço recupere a SMA21. O contraponto macro é que o Ethereum tem agenda própria: o mercado discute o FOCIL, mecanismo ligado ao upgrade Hegota para fortalecer resistência à censura no segundo semestre de 2026. É positivo para o protocolo, mas, com saídas em ETFs spot de ether e risco macro alto, essa notícia ainda não virou catalisador de preço.

OuroOuro

No ouro, a leitura é mais construtiva. O preço recuperou com rapidez a região psicológica dos 5.0K e conseguiu sustentar consolidação acima desse patamar, o que muda a conversa: rompeu, voltou, segurou. Hoje, o metal trabalha em torno de 5.14K, praticamente em cima da retração de 0.382 (5.143K), com EMA8 e SMA21 próximas, criando suporte dinâmico de curto prazo. O painel traz RSI acima da média (58.64) e momentum positivo, mas MACD ainda abaixo do sinal. BBWP em 79.4% ligeiramente abaixo da média (81.55) indica volatilidade alta, porém cedendo.

O caminho “pragmático” do ouro costuma incluir reteste antes de buscar novas máximas. A resistência imediata por Fibonacci aparece em 5.319K (0.236), com as bandas superiores dev2 e dev3 em 5.364K e 5.533K, respectivamente. Abaixo, o mapa de proteção está bem definido: 5.0K (0.5) como zona psicológica e técnica, depois 4.86K (0.618) e 4.68K (0.768) como degraus se houver correção mais profunda.

Nos osciladores, o alerta é curto prazo, não de tendência. O KDJ está em sobrecompra (K 95.37, D 82.35, J 120.92), favorecendo um recuo para “descarregar” pressão. Só que o fluxo melhora a qualidade do movimento: money flow positivo (15.46) e CVD com agressão compradora desde o fim da correção sugerem que pullbacks podem ser realocação, não abandono. A Reuters, inclusive, descreveu o metal cedendo por realização e dólar mais forte após máxima recente, o que combina com a ideia de respiro sem quebrar estrutura.

Conclusão

O mercado está num ponto em que técnica e macro finalmente estão falando a mesma língua: cautela. Com yields rondando a região de 4% e o noticiário ainda oscilando entre regulação “promissora, mas lenta” e ambiente global mais sensível a risco, os repiques tendem a ser tratados como oportunidade de redução, não como retomada de tendência. Isso aparece no comportamento do fluxo: enquanto o orderflow continuar predominantemente vendedor e os osciladores permanecerem comprimidos em território defensivo, o preço segue “respondendo” mais a liquidez do que a narrativa.

No Bitcoin, o nível de 63.2K é o pivô operacional do dia porque ele separa duas realidades: acima, ainda existe chão suficiente para o mercado insistir numa lateralização desgastante e tentar um retorno à média; abaixo, a leitura do VPVR sugere transição para uma zona de menor negociação, onde o preço costuma andar mais rápido com menos esforço. Em termos práticos, a perda limpa de 63.2K aumenta a probabilidade de teste de 61.1K em movimento relativamente curto, não por pânico, mas por ausência de “acolchoamento” de volume. Para falar em fundo, não basta o preço “parar de cair”: é preciso evidência de reversão, como recuperação consistente da SMA21, desaceleração da pressão vendedora no CVD e melhora gradual de money flow e momentum.

O Ethereum replica o mesmo quadro, e isso é esperado quando o ciclo de aversão a risco ainda está ditando o ritmo do setor. A diferença é que o ETH tende a sofrer mais quando o mercado evita beta: se ele não reconquistar a região da SMA21 com convicção, a leitura de suportes sugere que a perda do patamar atual abre espaço para buscar zonas inferiores com menos resistência, especialmente se o fluxo continuar apontando distribuição. Notícia boa de desenvolvimento e upgrades ajuda o “valor do protocolo”, mas, no curtíssimo prazo, preço responde a fluxo e liquidez.

O ouro, por outro lado, está fazendo o que ativo de proteção costuma fazer quando o ambiente fica mais frágil: romper, consolidar e “testar” antes de tentar esticar. O cenário mais saudável é um pullback controlado para a região dos 5.0K–5.1K com manutenção do fluxo comprador, porque isso transforma o rompimento em base. Se o metal defender esse piso, os alvos voltam a ser as máximas recentes e as bandas superiores; se perder, as retrações seguintes ganham relevância como zonas de reequilíbrio.

⚠️ Aviso

 

Esta análise é apenas um estudo técnico e não representa recomendação de investimento.
O mercado de cripto é volátil e envolve riscos.
Faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões.
Invista com responsabilidade.

Mini Boletins

CoinTelegraph
CoinDesk

Não perca esta incrível
Promoção !!

TODO O CONTEÚDO
DO SITE ABERTO ATÉ O FIM
DO ANO!!

Conheça nosso conteúdo exclusivo e interaja!

0%