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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 às 16:44
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Com o BTC em range e Ouro perto da ATH, 2026 começa  com um detalhe que costuma ser o roteiro de Janeiro: o mercado ainda está calibrando “preço” contra “notícia”. Nos últimos dias, o tema dominante foi risco geopolítico e o canal mais sensível a isso, como sempre, é energia. A captura de Nicolás Maduro por forças americanas foi tratada como choque de risco fora do pregão, e a leitura natural é que o primeiro reflexo tende a aparecer em petróleo e volatilidade, antes de “contaminar” o restante do mercado. O ponto técnico por trás disso é simples: quando o risco vira manchete, o prêmio de incerteza entra na conta, nem que seja só por alguns pregões, e isso costuma empurrar capital para ativos defensivos.

Em paralelo, o macro tradicional entrou na semana com um olho nos juros e outro no crescimento. O mercado voltou a discutir o ritmo de atividade e o quanto isso muda a régua de cortes de juros, especialmente com dados mostrando desaceleração do emprego nos EUA. Quando a percepção é “crescimento mais fraco”, o efeito colateral imediato é reprecificar o caminho dos yields, o que mexe com dólar, ações e também com cripto, porque o apetite por risco em 2026 continua muito sensível ao custo do dinheiro.

BTC em range e Ouro perto da ATH

No lado regulatório, a pauta de stablecoins continua no centro do tabuleiro. A obrigação de relatórios e recomendações do Tesouro (por exemplo, via comitê consultivo) mantém o assunto vivo e reforça um ponto que o mercado já aprendeu a respeitar: stablecoin não é mais somente uma forma de comprar cripto, é encanamento de liquidez. Em semanas de manchete geopolítica e debate de juros, qualquer ruído vira spread, mais funding e disposição para alavancagem.

Já o ouro segue sendo a régua entre o medo e a inflação. A combinação “incerteza geopolítica + debate de juros” costuma manter o metal com bid defensivo, e isso é importante porque ajuda a explicar por que o mercado pode ficar bifurcado: cripto tentando encontrar base (e travando em ranges) enquanto ouro continua com viés de tendência. Esse contraste, no começo de ano, costuma ser um sinal de que o capital ainda está escolhendo onde quer ficar sentado quando a música parar.

 

Bitcoin semanalBitcoin semanal

Com o BTC em range e Ouro perto da ATH o ativo segue preso em um range principal que já virou a “sala de espera” do ciclo: resistência na região de 94.5K e suporte ancorado na faixa do POC em 87.5K. O detalhe mais incômodo é o tempo: são várias semanas orbitando o mesmo eixo, com alguns fake-outs, o que tende a viciar o mercado em entradas atrasadas e stops curtos. Nessa dinâmica, o preço dá a impressão de retomar tração, mas é rapidamente devolvido para dentro do corredor, reforçando o comportamento de “aceitação” no miolo do range.

Nas últimas velas, a assinatura mais relevante é a sequência de sombras superiores e rejeições compradoras, além de um padrão de inside/harami se desenhando (candle menor trabalhando dentro do corpo do anterior). Isso não é um “sinal mágico”, é uma fotografia de indecisão em região de decisão. Em tendência forte, harami costuma antecipar pausa; em mercado travado, costuma sinalizar que o lado que tentar romper sem fluxo será punido. A leitura fica ainda mais didática quando se observa a faixa superior das Bollinger: o preço é rejeitado por uma zona mais extrema (as bandas superiores de desvio mais alto) e, ao mesmo tempo, encontra suporte na região da média central (SMA21), como se o próprio envelope estatístico estivesse “domesticando” a volatilidade.

O segundo ponto estrutural é volume: o antigo POC já não é soberano e o volume acumulado mais recente desenha zonas fortes em 91K–90.5K, que passam a atuar como resistência por memória de negociação. Isso piora a vida dos compradores porque cria uma escadaria de obstáculos: além da barreira horizontal de volume, surgem resistências dinâmicas (médias) no caminho. A EMA50, que já teve papel de suporte, curvou para baixo e agora vira teto. A EMA8 também aparece como barreira de curto prazo. E, acima disso, ainda existe o alvo técnico que o mercado respeita quando volta a sonhar: a região da Fibo 0.768 em ~100.5K, que hoje parece distante não por preço, mas por “trânsito” (quantas zonas precisam ser reconquistadas antes). Nesse cenário, com oBTC em range e Ouro perto da ATH vemos essa assimetria: cripto ainda negocia “aceitação”, enquanto o ouro surfa tendência.

 

Osciladores do BTC semanalOsciladores do BTC semanal

Nos osciladores, o quadro conversa com a lateralização, mas com viés desconfortável. O RSI trabalha na faixa bearish, próximo dos 40, com inclinação apontando para baixo e a sua média também descendente. Quando o RSI fica “morando” nessa zona, o padrão mais comum é o preço precisar de um catalisador real para romper resistências, porque o momentum não está oferecendo ajuda.

O MACD permanece abaixo da linha de sinal, com leitura ainda negativa, sugerindo que a tendência de baixa perdeu parte do ímpeto, mas não entregou o cruzamento que normalmente muda o regime. E o conjunto de “money flow” na tela reforça o mesmo: capital não está entrando com convicção suficiente para transformar repique em tendência.

O ponto mais importante é a correlação com o CVD: Desde outubro, o CVD permanece em zona vendedora/distribuição, indicando que, no agregado, a agressão vendedora segue predominando. Isso ajuda a explicar por que o preço pode até “tentar subir”, mas não sustenta: quando o fluxo agressivo não confirma, a alta vira passeio curto e não entra em marcha. Em termos práticos, é a divergência clássica do mercado travado: preço tenta construir base, mas fluxo não valida.

O Stoch KDJ sugere alongamento em sobrevenda, e o fato de a linha J subir enquanto o preço trabalha uma vela vermelha abre espaço para divergência de tração. Só que divergência sem confirmação é apenas aviso, não sentença: ela tende a “funcionar” de verdade quando o preço recupera zonas de aceitação e o fluxo deixa de distribuir. Enquanto isso não acontece, o cenário mais provável continua sendo o range se estender até que a compressão resolva estourar para um lado. E o BBWP extremamente comprimido, com média ainda alta, reforça essa leitura de “tempo” antes do rompimento.

 

Ouro semanalOuro semanal

No metal a narrativa é quase o oposto: o ativo fez um reteste limpo na EMA8 e respondeu com retomada, mantendo o comportamento de tendência que vem dominando desde o segundo semestre. Esse tipo de reteste tem um peso técnico enorme porque separa correção saudável de distribuição. Quando a EMA8 segura repetidamente e o preço não consegue fechar abaixo dela por tempo suficiente para quebrar estrutura, a tendência segue intacta e o mercado começa a tratar cada recuo como oportunidade, não como ameaça.

A configuração de médias aponta para um regime de força: as médias de curto, médio e longo prazo sobem e se afastam, sinal típico de tendência sustentada, não de sprint cansado. Isso também aparece no envelope de Bollinger: o preço mantém tração em direção às bandas superiores e o movimento de retomada sugere que o mercado está novamente montando energia para testar zonas mais altas. No mapa de alvos, a leitura natural é que o ouro, se continuar defendendo os pullbacks sem perder o eixo das médias, tem espaço para buscar a região de expansão, com atenção especial para a zona de desvio mais alto (BBDev3) como alvo de estilingada quando a volatilidade “abre”, hoje em 4980dol aprox..

Os osciladores do ouro confirmam mais do que questionam. O CVD perde pouca tração no reteste e já ensaia recuperação, o que é consistente com tendência forte: o fluxo dá uma respirada, mas não vira o jogo. O momentum permanece positivo e o KDJ trabalha em regime bullish, com sinais de que a pressão de curto prazo pode estar se reorganizando após a correção. O risco aqui não é “virar bearish do nada”, e sim o clássico risco de tendência forte: correções rápidas que parecem grandes no intraday, mas que no semanal viram apenas pavios e oportunidades. Se o ouro continuar respeitando o eixo da EMA8 e o fluxo não colapsar, o cenário mais provável é de novas tentativas contra a região de máxima, com o mercado precificando, aos poucos, a combinação de juros, inflação e risco geopolítico.

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Conclusão:

Com o BTC em range e Ouro perto da ATH, o começo de 2026 está com cara de mercado em triagem: o capital está escolhendo onde quer correr risco e onde quer estacionar. O evento geopolítico envolvendo a Venezuela elevou o barulho de manchete e tende a mexer primeiro com energia e volatilidade, enquanto o debate de juros continua sendo o metrônomo para ativos de risco. Nesse pano de fundo, a divergência entre ouro e Bitcoin fica didática: o ouro segue com estrutura de tendência, defendendo médias e retomando a escalada, enquanto o Bitcoin ainda precisa provar que consegue sair do “corredor” sem ser puxado de volta por falta de fluxo.

Para o Bitcoin, o roteiro segue binário e objetivo. Acima de 94.5K, o mercado precisa de aceitação e validação de fluxo para vencer as resistências de volume (91K–90.5K) e as resistências dinâmicas (EMA8/EMA50), abrindo espaço para reprecificar a região de 100.5K com mais credibilidade. Abaixo de 87.5K, o risco é o range “resolver” para baixo em busca de liquidez e de uma zona onde o mercado aceite negociar novamente. Até lá, a leitura é de paciência forçada: o BBWP comprimido sugere que o rompimento vem, mas o CVD em distribuição sugere que o rompimento pode ser pro lado bearish.

 

 

 

⚠️ Aviso

 

Esta análise é apenas um estudo técnico e não representa recomendação de investimento.
O mercado de cripto é volátil e envolve riscos.
Faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões.
Invista com responsabilidade.

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