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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 às 15:01
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A semana virou com um ingrediente que costuma bagunçar tudo no curto prazo: política monetária. Na reunião de 28/01/2026, o Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75%, mas o comunicado veio com um detalhe nada trivial, dois dirigentes defenderam um corte de 0,25 p.p. já agora. Essa dissidência é o tipo de faísca que reprecifica o “quando” dos cortes e mexe com dólar, yields e apetite a risco, mesmo sem mudança na taxa hoje.

No dia seguinte, 29/01, o mercado fez exatamente isso: aumentou as apostas em cortes mais adiante, e o dólar sentiu. A leitura dominante foi “Fed segurou, mas a porta para flexibilização está destrancada”, o que tende a aliviar o custo de oportunidade de ativos sem yield (ouro) e, em teoria, deveria ajudar cripto também. Só que o detalhe cruel é quea, quando o fluxo está em modo “proteção”, o dinheiro costuma escolher o hedge mais tradicional primeiro, antes de voltar para o risco puro.

No mundo cripto, a história ficou dividida entre estrutura (macro) e microestrutura (alavancagem). A sessão foi marcada por compressão e limpeza de posicionamento, com sinais de aperto de longs em vários mercados. Sobre leituras de LSR intraday “batendo 3” em alguns timeframes: isso depende do provedor e da janela usada, e não encontrei uma fonte pública única e verificável para cravar o número aqui, então fica como contexto de tela/fluxo e não como fato auditado. Informação insuficiente para verificar.

BTC no Limite dos 84K

E enquanto a tese “dólar fraco = cripto forte” tentava aparecer, o ouro roubou a cena. O metal já vinha embalado e, nesses dois dias, o fluxo de proteção ficou mais evidente. O ponto mais importante para o investidor cripto não é “ouro versus Bitcoin” como torcida, e sim como termômetro: quando o hedge clássico atrai o grosso do capital mesmo com o dólar cedendo, isso costuma sinalizar que o mercado ainda não quer risco, quer sobrevivência.

BTC no Limite dos 84K e a confirmação do mapa

BTC no Limite dos 84K e a confirmação do mapa

 

No gráfico diário (BTC/USD), a evolução mais relevante desde a análise anterior foi a materialização do nível que estava “pintado no vidro”: a região dos 84K. A queda de hoje cravou a área com precisão cirúrgica, e isso conversa com duas leituras técnicas que se reforçam: (1) a projeção do topo duplo que levava o preço para esse mesmo bloco e (2) o teste direto da 0.618 (84.0K) na Fibo do ciclo (15.5K → 126.2K). O mercado não só visitou o nível, como agrediu a região intraday, deixando claro que não era “medo”, era execução.

A fotografia de estrutura também ficou mais pesada: na perna de venda, o BTC perdeu o chão de curto prazo e voltou a operar abaixo do que, no setup, funciona como “trilho do microtrend”. A EMA8 foi rompida e virou teto; a SMA21 (base das Bollinger) não ofereceu amortecimento; e a linha de tendência do CCT SuperTrade 2025 foi violada junto com o eixo de equilíbrio. Isso tem um efeito psicológico importante: quem estava “comprando pullback” passa a sentir que está comprando faca.

O pano de fundo de volume piora a assimetria. A zona 0.65 (87.5K), que era a parte superior do golden pocket do ciclo, foi perdida e agora funciona como resistência. A leitura de “último bastião” é coerente: ou o BTC segura 84K, ou a estrutura fica exposta ao cenário que ninguém gosta de encarar em voz alta: vácuo de volume até regiões bem mais baixas. No mapa de ciclo, a 0.5 (70.9K) vira a “dor máxima” lógica, não por profecia, mas por geometria de mercado: quando falta negociação intermediária, a queda costuma procurar onde existe memória e liquidez real.

Osciladores e fluxo: a confirmação do lado vendedor

Osciladores e fluxo: a confirmação do lado vendedor

 

 

Nos osciladores, a evolução foi de confirmação, não de alívio. O painel técnico já vinha apontando rejeição do RSI e perda de força antes de retestar a média, e agora o RSI ficou ainda mais pressionado, com leitura em território defensivo. A consequência prática é simples: sem RSI voltando a construir força acima do miolo, qualquer alta tende a parecer repique até prova em contrário.

No CCT Dynamic Stoch KDJ, a história também ficou coerente com o roteiro de continuação: o conjunto voltou para a zona baixa com as linhas comprimidas, sugerindo que o mercado entrou em modo “sobrevivência” em vez de “retomada”. E no MACD, a continuação negativa que estava no radar apareceu com mais clareza: abertura das linhas e histograma voltando a favorecer o lado vendedor, típico de tendência que ainda não terminou de sangrar.

O detalhe mais simbólico do dia, porém, está no fluxo: pela leitura do Market Monitor / Money Flow,

o dinheiro ficou menos confortável. O painel indica mercado em distribuição e money flow negativo (CMF em território desfavorável), um recado direto de que o movimento não é só “medo”, é saída. Com esse conjunto, a pergunta deixa de ser “vai cair?” e vira “em que nível o mercado encontra bid suficiente para parar de cair?”.

Níveis que importam agora

  • Resistência imediata: 87.5K (0.65 do ciclo + região de controle)
  • Resistência dinâmica: EMA8 e a linha de tendência do CCT SuperTrade 2025
  • Suporte crítico: 84.0K (0.618 do ciclo)
  • Suporte de dor máxima: 70.9K (0.5 do ciclo)
  • Faixa de risco: abaixo de 84K com fechamento consistente (2–3 candles) aumenta muito a probabilidade de “queda por falta de chão”.

Dominância e market caps: o risco saiu do recinto

Dominância e market caps: o risco saiu do recinto

O painel de mercado amplo reforça a leitura de risk-off. O total market cap cripto teve um dia de queda forte (aprox. -5% na tela) e, mais importante que o percentual, veio com perda de uma LTA que funcionava como “muleta” visual de sustentação. Quando o total cap rompe suporte, não é o BTC “apanhando sozinho”; é a classe inteira sendo reprecificada para baixo.

A dominância do BTC, por sua vez, não grita “bullish”, mas costuma subir em momentos assim por um motivo mecânico:em pânico, o mercado vende alts primeiro. E a tela confirma a diferença de pancada: ETH sofrendo mais que o BTC e as alts mantendo fraqueza. Isso combina com a tese de que o capital não está “migrando para cripto” com a desvalorização do dólar; está migrando para hedges tradicionais e deixando o risco para depois.

Ouro: squeeze, limpeza e continuação do “XAU/BTC”

Ouro: squeeze, limpeza e continuação do “XAU/BTC”

 

 

O ouro também sacudiu, mas com uma dinâmica bem diferente: foi uma varrida que parece mais limpeza de alavancagem do que mudança de tendência. No gráfico do metal, a queda parece ter servido para encostar na EMA8 e respirar, sem destruir a estrutura macro. O semanal praticamen

te não se abalou, o que é um sinal clássico de tendência forte: quando o mercado devolve rápido no diário, mas o semanal mantém postura, o “pivô” ainda mora em cima.

Sobre o “long squeeze de 3,4 trilhões em 1 hora”: pelo que está na tela, esse número se refere ao CCT Gold Synthetic Market Cap, onde aparece uma variação de cerca de -3.38T (-8.95%) na vela do indicador. Isso é útil como proxy de stress e alavancagem, mas não é o mesmo que dizer que o “market cap global do ouro” literalmente evaporou nessa magnitude em uma hora. Então a leitura correta para o leitor é: o indicador sintético mostrou uma limpeza enorme de posicionamento, comparável a quase “duas vezes o market cap do BTC” na referência do próprio gráfico, e isso serve para dimensionar o quão pequeno o BTC ainda é frente ao universo de hedge tradicional.

E aí entra a peça mais didática do quebra-cabeça: XAU/BTCsegue em tendência de alta. Mesmo com o ouro “fazendo manutenção” (pullback), a relação continua pressionando para cima, mostrando que, na média das últimas semanas, o ouro vem entregando performance relativa superior ao Bitcoin. Isso não é sentença eterna, mas é o tipo de regime que costuma durar até o mercado sentir conforto para voltar a comprar risco sem precisar pedir desculpa.

Conclusão macro: por que 84K é o “prego na parede”

O ponto central desta sessão é que o mercado deixou de “ameaçar” e começou a executar o cenário de correção com precisão: a queda veio direto para a região dos 84K, que concentra ciclo (0.618), projeção gráfica e psicologia. Quando um nível desses é testado com violência, ele vira mais do que suporte: vira termômetro de regime. Se o BTC conseguir defender 84K e, principalmente, recuperar 87.5K com fechamentos convincentes, o movimento de hoje pode se encaixar como varrida de liquidez e redistribuição, abrindo espaço para um repique mais estruturado. Mas se o mercado perder 84K em sequência (fechamentos, não só agulhadas), a leitura muda de “correção saudável” para “queda por ausência de chão”, porque abaixo disso a estrutura mostra um vácuo de volume e a próxima região com densidade relevante passa a ficar muito mais perto da zona de dor máxima em 70K.

O contexto macro é o combustível que explica por que esse teste é tão perigoso agora. Mesmo com o dólar enfraquecendo e o Fed mantendo a taxa com dissidência pró-corte, o capital não correu para cripto; ele preferiu o caminho antigo e seguro: ouro e proteção tradicional. E isso aparece com clareza na relação XAU/BTC, que segue como um placar desconfortável para o Bitcoin: o investidor global ainda está pagando prêmio para ficar fora do risco. Enquanto esse regime dominar, o BTC tende a viver em ciclos de repique e rejeição, e não em tendência limpa.

Em resumo: a batalha não é “bull vs bear” em tese, é uma briga crua por liquidez e estrutura. Defender 84K significa manter o ciclo inteiro respirando e evitar que o mercado transforme correção em capitulação. Perder 84K significa aceitar que o preço pode buscar a liquidez onde ela realmente existe, e esse caminho costuma ser rápido, feio e sem gentileza.

 

⚠️ Aviso

 

Esta análise é apenas um estudo técnico e não representa recomendação de investimento.
O mercado de cripto é volátil e envolve riscos.
Faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões.
Invista com responsabilidade.

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