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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 às 15:19
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Ouro Movimenta mais que MarketCap do Bitcoin nos 3 últimos dias!
O pano de fundo desta semana começou com um ingrediente velho conhecido em mercados nervosos: dólar mais fraco e uma rotação quase automática para ativos percebidos como “porto” quando o risco range alto. Hoje, a leitura macro continua apontando para pressão no USD, com o mercado digerindo ruídos de política monetária, incerteza fiscal e movimentos relevantes no iene, que voltam a bagunçar o tabuleiro de FX e contaminam a precificação global de risco.

No universo cripto, a pauta regulatória segue nas manchetes: stablecoins deixaram de ser “tema de nicho” e entraram no radar como risco competitivo direto para depósitos bancários, com estimativas de migração potencial de funding saindo do sistema tradicional para estruturas lastreadas em Treasuries. Seguindo nessa linha a Tether anuncia a USA₮, stable regulada e pareada em USD somente para os EUA.
Isso alimenta tanto a narrativa pró-cripto (eficiência e competição) quanto a narrativa de risco sistêmico (desintermediação acelerada), e o mercado precifica esse cabo de guerra em tempo real.

Em paralelo, a corrida por “cara de banco” no setor cripto acelera: empresas tentando se encaixar em licenças e charters para operar mais perto do coração do sistema financeiro, num movimento que dá legitimidade, mas também coloca o setor debaixo de holofotes regulatórios mais fortes. Isso costuma reduzir prêmios de incerteza no longo prazo, mas no curto prazo pode aumentar a sensibilidade do preço a headlines e decisões políticas.

Ouro Movimenta mais que MarketCap do Bitcoin!
E, no termômetro do fluxo, os produtos de investimento em cripto continuam alternando semanas de entrada e saída com uma volatilidade típica de transição de regime: dias em que ETF volta a pingar positivo, enquanto ETPs globais registram semanas pesadas de resgate. Esse contraste ajuda a explicar por que o preço pode “parar de cair” sem necessariamente “voltar a subir”: o mercado fica sustentado, mas sem motor para impulsionar rompimentos limpos.

BTC gráfico diário repique técnico ou reconquista do suporte?

BTC gráfico diário repique técnico ou reconquista do suporte?

O BTC no 1D aparece tentando se reorganizar após a pancada recente, com o preço trabalhando na região 89.0K, depois de ter varrido mínimas na casa de 87.2K. A fotografia do candle atual sugere mais um repique técnico do que uma mudança de regime: o preço voltou a “respirar” acima da faixa 0.65 (87.5K), mas ainda precisa provar que essa recuperação não é apenas um reteste de resistência, daqueles que devolvem e engolfam no movimento seguinte. Neste instante estamos retestando a média mais rápida do Setup (EMA8) com volumé médio apenas.

O ponto mais importante aqui é a confluência: 0.65 + zona de volume (POC/área de aceitação) + Bollinger formando um piso que, se perder, poderá acelerar o deslocamento até o próximo degrau lógico, a 0.618 em 84.0K. E há um detalhe que pesa no cenário: a projeção do topo duplo que lemos há alguns dias continua apontando justamente para essa região de 84K, criando uma simetria desconfortável entre “alvo de padrão” e “alvo de Fibonacci”. Quando dois mapas diferentes apontam o mesmo endereço, o mercado tende a visitar para “co

nferir o CEP”.

Nas médias e na estrutura do setup, a leitura ainda pede cautela. O preço está encostando na EMA8 como visto enquanto a faixa superior das bandas (dev2) ronda 90.6K e a estrutura de tendência mais longa segue acima (EMA200 bem distante, reforçando que a correção ainda não “pagou” o pedágio de recuperação). Em outras palavras: voltar acima de 87.5K foi necessário, mas a confirmação começa quando o BTC consegue sustentar fechamento e aceitação acima do miolo da zona de 89–90K, sem devolver para dentro do buraco de volume.

Leituras do setup no preço

 

  1. Bandas de Bollinger e volatilidade (BBWP)
    O BBWP aparece bem mais baixo no painel (na casa de 18%), sugerindo que a volatilidade recente pode estar em fase de compressão relativa após o evento de queda. Compressão, em cripto, é “mola”: não diz direção sozinha, mas avisa que o próximo movimento direcional pode ganhar tração quando a mola soltar.

  2. Força de tendência (ADX) e regime
    O ADX na casa de 26–27 sugere tendência ainda presente, mas sem aquela “força incontestável” de rompimento em linha reta. Isso combina com o comportamento do preço: deslocamentos fortes seguidos de pausas e retestes. O regime do painel ainda aponta Bearish/Distribution, reforçando que o repique precisa provar que é reversão, não apenas alívio.

  3. Zonas-chave de risco
    A linha é simples e objetiva: perdeu 87.5K com aceitação abaixo, o mercado volta a mirar 84.0K. Segurou 87.5K e retomou 90K com consistência, o risco de “queda iminente” vira risco de “lateralização com tentativa de reconstrução”.

Osciladores: melhora mas ainda sem “selo da virada”

Osciladores: melhora mas ainda sem “selo da virada”

 

No RSI com Bollinger, a melhoria é mais de estabilização do que de recuperação forte. O RSI continua trabalhando aba

ixo da zona que, por convenção, devolve conforto ao comprador (região de 50), e as bandas do próprio RSI sugerem um canal ainda apontado para baixo ou, no mínimo, sem inclinação positiva clara. Isso combina com o que o preço está fazendo: tentando segurar o chão, sem retomar teto.

No Stoch KDJ, aparece um sinal técnico relevante: após entrar em níveis muito baixos, o conjunto começa a virar para cima. Esse tipo de giro costuma preceder repiques, mas o contexto manda: se o repique ocorre sob resistência (EMA8/zonas de volume), ele pode virar apenas “escada para o vendedor descer de novo”. A mensagem prática é: o oscilador dá permissão para alívio, mas não entrega garantia de continuação.

O MACD, por sua vez, ainda comunica um ambiente de momento negativo: linhas abaixo, histograma sem confirmação de reversão estrutural e, principalmente, uma sensação de “perda de tração” que casa com o comentário anterior de que RSI e estocástico perderam potência no impulso de recuperação. Quando o mercado tenta subir e o motor não acompanha, o preço tende a voltar para testar suporte, porque é lá que a narrativa é reescrita.

Ouro: nova ATH e o recado do XAU/BTCOuro: nova ATH e o recado do XAU/BTC

O ouro imprime uma semana com cara de capítulo histórico: nova máxima, candle forte e aceleração que não parece “só ruído”. No gráfico, o metal trabalha na região de 5.18K, com expansão evidente e leitura de força (ADX alto no painel e RSI muito esticado). O detalhe mais importante não é apenas o preço, mas o comportamento: tendência firme, médias curtas sustentando (EMA8 por baixo) e bandas superiores sendo pressionadas, típico de mercado em modo “trend”.

O segundo recado vem do número que muda a conversa na mesa macro: market cap do ouro na casa de 34.98 trilhões. Isso, por si só, ajuda a explicar por que movimentos do ouro “parecem lentos”, mas carregam um volume de capital brutal por trás. Na comparação, um BTC na região de 89K coloca o market cap do Bitcoin na ordem de ~1.7 a 1.8 trilhão. Então, quando o ouro “puxa”, ele não está apenas subindo: ele está atraindo fluxo num mercado muito maior, e isso tende a drenar apetite marginal por risco em ativos mais voláteis.

Ouro: nova ATH e o recado do XAU/BTC

E aí entra o gráfico que fecha o argumento: XAU/BTC disparando. No 2W, a razão avança com força, sugerindo que o ouro está ganhando terreno em termos relativos, não apenas absolutos. Essa leitura costuma aparecer em dois cenários:
Ouro: nova ATH e o recado do XAU/BTC

(1) rotação defensiva global, onde o mercado troca convexidade (cripto) por estabilidade (ouro)

(2) período de “digestão” do BTC, em que o preço precisa recompor estrutura antes de voltar a performar.

No curto prazo, isso é vento contra o BTC. No médio prazo, pode virar um indicador de saturação, se o ouro ficar esticado demais e o BTC encontrar suporte de ciclo.

Um ajuste necessário do ouro

Houveram ciclos com quedas bem maiores que 25%, como o drawdown longo pós-2011. Ou seja: o metal tende a ser menos volátil que cripto, mas não é imune a correções profundas quando a macro muda de fase.
A questão é: estamos marcando topo? Estamos mudando de fase?
Com a desvalorização doUSD, o consenso é que o Metal absorva a preferência de investimento global.

Conclusão: o mercado está escolhendo “segurança” enquanto o BTC tenta recompor o chão

A leitura combinada é direta: o BTC está tentando transformar 87.5K novamente em piso, mas ainda patina sob resistências curtas com osciladores que melhoraram apenas parcialmente. Se o mercado perder aceitação acima dessa faixa, o caminho até 84.0K (0.618) ganha probabilidade, e o fato de esse nível coincidir com a projeção do topo duplo aumenta o magnetismo do alvo.

Por outro lado, se o BTC conseguir segurar 87.5K e recuperar 90K com consistência, o cenário deixa de ser “queda iminente” e vira “construção de base”, com o repique podendo evoluir para uma lateralização mais saudável.

Do lado macro, o ouro em nova máxima e o XAU/BTC em alta reforçam que o mercado está pagando prêmio por segurança, em um dia/semana em que o dólar enfraquece e a percepção de risco volta a dominar as decisões. Enquanto esse pano de fundo permanecer, o BTC tende a precisar de provas mais fortes (estrutura, aceitação e confirmação de osciladores) para retomar uma narrativa de alta sustentável.

⚠️ Aviso

 

Esta análise é apenas um estudo técnico e não representa recomendação de investimento.
O mercado de cripto é volátil e envolve riscos.
Faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões.
Invista com responsabilidade.

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